1 Congresso de Agroecologia do Semiárido 2015
ordenação: Dr Nildo da Silva Dias
- EIXOS TEMÁTICOS
RELATOS DE EXPERIÊNCIAS
MANEJO DE AGROSSISTEMAS SUSTENTÁVES/ PRODUÇÃO VEGETAL
MANEJO DE AGROSSISTEMAS SUSTENTÁVES/ PRODUÇÃO ANIMAL
MANEJO DE AGROSSISTEMAS SUSTENTÁVES/ MANEJO DE SOLO E AGUA
MANEJO DE AGROSSISTEMAS SUSTENTÁVES/ TRANSIÇÃO AGROCOLÓGICA
DESENVOLVIMENTO RURAL/ECONOMIA RURAL, SOCIOECONOMIA E POLÍTICAS PÚBLICAS
DESENVOLVIMENTO RURAL/SOCIOLOGIA, ANTROPOLOGIA, MED SOCIOTECNICAS E CONFIG SOCIOCULTURAIS
DESENVOLVIMENTO RURAL/DINÂMICAS SOCIOAMBIENTAIS E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO AGROECOLÓGICO
DESENVOLVIMENTO RURAL/EDUCAÇÃO
DESENVOLVIMENTO RURAL/SAÚDE E SOBERANIA ALIMENTAR
AMBIENTE E ECOSSISTEMAS NATURAIS
Normas para envio de artigos
Data limite para envio dos artigos: 01 de JUNHO de 2015;
É permitido ao Congressista efetuar sua inscrição antecipadamente e depois enviar o artigo, observando-se a data limite de submissão do mesmo;
O Artigo Completo, salvo EXCLUSIVAMENTE no Formato WORD (.doc) e nomeado com o nome do(s) autor(es) inscrito(s);
O trabalho deve ser submetido no formato de ARTIGO CIENTÍFICO, contendo: abstract, resumo, palavras-chaves, desenvolvimento do texto (incluindo a introdução, metodologia, resultados e discussão, conclusão ou considerações finais) e referências bibliográficas;
A relação dos TRABALHOS APROVADOS será PUBLICADA e ATUALIZADA semanalmente no site do Congresso, conforme a disponibilidade da Comissão Científica;
Os artigos aprovados serão publicados virtualmente na qualidade de capítulo de livro (com ISBN), e veiculados ao site até 90 dias úteis após o encerramento do Evento.
Autores:
Cada PARTICIPANTE INSCRITO tem direito de enviar e apresentar 01 (um) artigo;
É permitida a ASSINATURA de 01 (um) autor + 03 (três) coautores para cada trabalho inscrito (estando incluso o Orientador);
O participante AUTOR de um artigo inscrito poderá assinar coautoria em no máximo outros 2 (dois) artigos. Deixamos ciente que durante o Evento o Congressista NÃO PODERÁ REALIZAR A APRESENTAÇÃO NEM RECLAMAR O CERTIFICADO DE APRESENTAÇÃO dos artigos nos quais aparece como coautor;
Os artigos inscritos por Estudantes de Ensino Básico, Técnico ou Graduação devem conter o nome do Orientador.
Estrutura do Artigo:
O Artigo deve conter o máximo de 12 páginas, sendo redigido em português, com letra Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas, margem de página de 2 cm em todos os lados, justificado e sem dividir palavras no final da linha. Nomes científicos e palavras estrangeiras grafadas em itálico;
O Título do artigo deve conter a ideia precisa do conteúdo e ser o mais curto possível, escrito em letras maiúsculas (tamanho 12), CENTRALIZADO;
A identificação (nome) dos Autores deve aparecer na ordem correta de autoria, com o sobrenome em MAIÚSCULO, seguido da titulação, do nome da instituição a qual faz parte e do e-mail. O texto deve estar alinhado à direita;
Referências: devem ser digitadas em espaço 1,5 cm e separadas entre si pelo mesmo espaço (1,5 cm). Precisam ser apresentadas em ordem alfabética de autores, Justificar (Ctrl + J) - NBR 6023 de agosto/2002 da ABNT. UM PERCENTUAL DE 60% DO TOTAL DAS REFERÊNCIAS DEVERÁ SER ORIUNDO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS INDEXADOS COM DATA DE PUBLICAÇÃO INFERIOR A 10 ANOS.
INÍCIO
O CONGRESSO
PROGRAMAÇÃO
INSCRIÇÕES
SUBMISSÕES
CONTATOS
I Congresso de Agroecologia do Semiárido
Guardiões das Sementes da Paixão discutem como enfrentar a ameaça dos Transgênicos
ca de 80 agricultores guardiões e guardiãs das “Sementes da Paixão”, vindos de várias regiões da Paraíba, representantes da Rede de Sementes da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba) e da Comissão de Jovens do Polo da Borborema, estiveram reunidos no Seminário “Os transgênicos e as ameaças às sementes da paixão”, realizado nestes dias 30 e 31 de outubro, em Lagoa Seca-PB. As “Sementes da Paixão” são como ficaram conhecidas na Paraíba as sementes crioulas, cultivadas e conservadas pelos agricultores e agricultoras há muitos anos, patrimônio genético das famílias camponesas.
Rejane Alves, assessora pedagógica da ASA e integrante da Rede de Sementes, abriu evento fazendo menção à passagem bíblica: “Nela a gente viu que existe a semente boa e existe a semente do mal. Nos nossos dias de hoje, quem é essa semente do mal? Sabemos que são os transgênicos e os agrotóxicos. É preciso tomar cuidado para que esse ‘joio’ não estrague o nosso ‘trigo’, e temos que juntos discutir o que a gente pode fazer para não contaminar a nossa semente”, disse.
Emanoel lembrou das parcerias com instituições de pesquisa, a exemplo da Embrapa Tabuleiros Costeiros, que durante 03 anos realizou várias experiências de construção de pesquisas participativas com as famílias agricultoras das regiões da Borborema e do Cariri da Paraíba, iniciativas que, segundo ele, comprovam o potencial das sementes da paixão quando comparadas com outras variedades melhoradas e usadas nos programas públicos de distribuição de sementes no semiárido. Essa trajetória vem ganhando força e espaço na conjuntura da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), com várias iniciativas especificas para promoção do trabalho com as sementes crioulas.
Gabriel Fernandes, assessor técnico da AS-PTA e coordenador da subcomissão de sementes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), também falou sobre o contexto da atual conjuntura da política de sementes. Ele afirmou que antes da Pnapo os órgãos e ministérios realizavam ações de forma isolada e que, a partir do diálogo do governo com a sociedade, o governo entendeu que estas ações deveriam estar articuladas. Outros pontos levantados pelo técnico foram a regulamentação para o acesso pelos agricultores aos bancos de germoplasma das instituições públicas de pesquisa e a crítica que as organizações como a ASA têm ao excesso de burocracia das políticas: “A gente percebe que as experiências têm força de influenciar a política, mas os governos ainda optam por uma execução burocratizada, o que pode resultar numa boa política, mas que funciona para poucos”, afirmou. Após esse momento foi aberta uma rodada de debate acerca da questão: diante da realidade, quais são os caminhos e as estratégias que podemos propor para fortalecer o trabalho com as sementes crioulas?
Transgênicos - A parte da tarde foi dedicada a aprofundar o tema dos transgênicos, que são cruzamentos artificiais entre espécies diferentes a partir da combinação de genes de plantas, vírus e bactérias, por exemplo. Gabriel explicou que, por serem as responsáveis por esse tipo de cruzamento que não ocorreria na natureza, as empresas se dizem donas das sementes e as patenteiam. O agricultor que as compra fica, portanto, proibido de replantá-las, perdendo a sua autonomia. Outro motivo de preocupação levantado foi a diferença entre o resultado prometido pelas empresas e o resultado que se consegue observar na prática. Testes com amostras de soja e de milho que estão no mercado mostraram que o gene produzido não corresponde ao esperado, o que segundo Gabriel, por si só deveria levantar suspeitas e preocupações em relação à segurança dessas plantas para a saúde e o ambiente.
Após a exposição, os participantes do seminário debateram em grupos estratégias para enfrentar o avanço dos transgênicos. O agricultor Jacinto Guimarães, morador da Comunidade São Tomé II, no município de Alagoa Nova, fez uma provocação aos agricultores presentes: “A gente planta a semente da paixão, mas infelizmente come o cuscuz transgênico. Isso é uma tristeza, na minha casa, mandei moer o milho jabatão e fiz um xerém natural, lucrado no meu terreno. Acho que todos os agricultores deveriam resgatar esse costume em que a gente comia um arroz, um cuscuz da paixão”, disse o agricultor, associado ao Banco de Sementes Comunitário mais antigo da região da Borborema, que recentemente completou 40 anos.IV Festa Regional das Sementes da Paixão em Santo André-PB
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A festa teve como lema: “Resistir às ameaças, cultivando vidas!” e foi realizada em preparação à Festa Estadual das Sementes da Paixão, que acontecerá em 2015. A programação teve início à partir das 7h, com a chegada das caravanas e a montagem da Feira dos Guardiões e Guardiãs, que expuseram e trocaram produtos e experiências da agricultura familiar agroecológica e dos 35 Bancos de Sementes Comunitários do território do Cariri, Curimataú e Seridó, região de atuação do Coletivo. Após a animação no palco e a acolhida às caravanas, o evento foi oficialmente aberto com uma mística, dois jovens recitaram um poema, de autoria do agricultor Antônio José Torres, do Sítio Cachoeirinha dos Torres, em Soledade-PB, que trouxe as ameaças aos projeto de convivência com o semiárido defendido pelas famílias camponesas, bem como as estratégias que as vem permitindo resistir. Os representantes dos 11 municípios que compõem a região, fizeram uma entrada com a bandeira de cada cidade e símbolos da sua cultura, além do seu município representado em uma parte do mapa da região, decorado com sementes e outros símbolos de resistência. Todas as partes foram compondo um mapa, que aos poucos foi ficando completo e ficou exposto no palco durante toda a programação da festa. “É uma alegria estarmos aqui, a gente de Cubati, pode dizer que está mudando o mapa do município, que antes era representado só pelo sisal e pelo algodão, culturas que hoje já não servem mais pra nos representar, diante da diversidade do que estamos plantando, colhendo e guardando. É essa diversidade que hoje garante a nossa sobrevivência e nossa convivência com o semiárido”, afirmou Maria das Dores Medeiros, do Sítio Capoeiras, Cubati-PB. Em seguida, uma peça de teatro encenada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Jovens do Coletivo, apresentou de forma lúdica e descontraída, as armadilhas em que muitos jovens são levados a cair, abandonando a agricultura para ir para a cidade grande ou a proposta sedutora do lucro fácil por meio da monocultura especializada.
Após esse momento, o engenheiro agrônomo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPB), Campus Sousa-PB, Chico Nogueira fez uma exposição dialogada sobre o significado de um evento como a Festa e a importância do trabalho de conservação e resgate de sementes e raças nativas, adaptadas à região semiárida: “Esse é um momento de reconexão com a natureza. Durante muito tempo, negamos a inteligência da natureza. Nós somos sujeitos da natureza e com as Sementes da Paixão estamos resgatando esse vínculo com ela e com toda essa sabedoria. Inteligente é quem cultiva vida e não alimenta a agricultura da morte”, afirmou.
Após o almoço, o período da tarde foi iniciado com as trocas na feira e o repasse simbólico de matrizes de caprinos para o Fundo Rotativo Solidário do Coletivo, que teve o apoio da entidade de cooperação Heiffer. O FRS do Coletivo já beneficiou famílias com mais de 600 animais em 12 comunidades de cinco municípios do território. Foi um momento de reafirmação dos animais como sementes fundamentais para a sobrevivência da agricultura no território. Foram repassados 15 animais, todos de raças adaptadas, para três famílias das comunidades de Malhada Vermelha e São Félix, de Santo André. José Moreira dos Santos, conhecido como ‘Zé de Conceição’, de Santo André, deu o seu depoimento sobre o impacto do FRS em sua vida: “Pra mim foi muito gratificante, a minha foi uma das primeiras famílias beneficiadas. Recebemos 6 matrizes e conseguimos reproduzir para 26 cabeças. Eu sempre digo as pessoas para cuidarem com carinho dos animais para no momento de repassar, a próxima família possa ter um animal nas mesmas condições que vocês receberam”, afirmou o agricultor, coordenador do FRS de animais da sua comunidade. Campanha contra os agrotóxicos – Em seguida foi lançada a “Campanha contra os Agrotóxicos”, promovida pelo Patac em parceria com o Coletivo, no âmbito das ações do Projeto “Vida no Semiárido”, que tem o apoio de MISEREOR e o patrocínio da Petrobras. Na ocasião, as agricultoras Luciana Pereira da Silva e Quitéria dos Santos Cunha, ambas de Cubati, deram o seu testemunho sobre a experiência que tiveram com o uso de agrotóxicos, trabalhando em plantações de tomate. As duas mulheres relataram problemas graves de saúde e prejuízos financeiros, antes de optarem por uma agricultura limpa e saudável, livre de veneno. “Os agrotóxicos mentem ao dizer que vão acabar com as pragas. Os pesquisadores e quem usa os produtos sabem que, com o passar do tempo, os insetos se tornam resistentes e a pessoa vai ter que mudar para um veneno cada vez mais forte, porque aquele já não faz mais efeito. Essa mentira tem levado à contaminação do meio ambiente, ao adoecimento das pessoas e só enriquece a indústria de remédios e do veneno”, afirmou Antônio Carlos Pires de Melo, assessor técnico do Patac e um dos responsáveis pela campanha. Após o lançamento da campanha, Chico Nogueira fez uma breve exposição sobre os transgênicos, ligada intimamente à indústria dos agrotóxicos: “O milho transgênico, por exemplo, é produzido em laboratório, já com o veneno dentro dele, com a promessa de afastar as pragas. Na prática, as pragas se tornaram resistentes e o uso dos transgênicos acaba vindo associado ao uso intensivo de veneno”, explicou. Foram então feitos testes de transgenia com amostras de milho trazidas pelos agricultores. Para tanto foi usado o chamado teste da fita, que em poucos minutos acusa a presença ou não de proteínas transgênicas no material avaliado.
A festa é uma realização do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar e do Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades (Patac) em parceria com a ASA Paraíba, a ASA Brasil, o Centro de Ação Cultural (Centrac) e com o apoio financeiro da entidade de cooperação alemã MISEREOR e o patrocínio da Petrobras. Fonte: http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_NOTICIA=8756 |
Picui é Destaque Nacional Pelo IV Caminhada da Paz Pelo Fim da Violência Contra a Mulher: 16 Dias de Ativismo
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A campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher surgiu depois do assassinato das irmãs Minerva, Pátria e Maria Tereza, ativistas que lutaram pela liberdade política em seu País. Essas mulheres foram brutalmente assassinadas pelo governo do ditador de Rafael Leônidas pelo simples fato de exigirem a liberdade política para a população residente na República Dominicana.
As mulheres brasileiras continuam sendo violentadas, espancadas, insultadas e agredidas. Ou seja, enfrentam todos os tipos de violência. Na região do Curimataú e Seridó da Paraíba, área de atuação do Centro de Educação e Organização Popular (CEOP), o direito a vida das mulheres também estão sendo violados no dia a dia. O CEOP tem contribuído com a discussão das desigualdades de gênero no seu território de atuação. Para tanto, há quatro anos vem mobilizando as mulheres da região do Curimataú e Seridó da Paraíba para saírem de suas casas e irem as ruas exigir o fim da violência. Assim sendo, a quarta Caminhada da Paz Pelo Fim da Violência Contra a Mulher será realizada no próximo dia 15 de novembro de 2014, na cidade de Picuí, a partir das 8h da manhã, vista sua camiseta branca, ou lilás e vamos ocupar as ruas de Picuí na sintonia com as mulheres de todo o planeta que ainda vivem em situação de violência. Vamos exigir que os direitos sejam respeitados e cumpridos, que a vida das mulheres não seja negada no nenhum lugar do planeta. | |||
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Jovens trocam experiências no III Encontro Municipal da Juventude Camponesa de Massaranduba PB.
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O evento foi iniciado com uma mística de abertura, quando foi formada uma mandala com produtos da agricultura familiar e uma ciranda. Em seguida, cada jovem que foi se apresentando levou para o mapa do município no centro de um círculo um produto trazido da sua comunidade e falou sobre o significado dele para a sua localidade. A programação foi iniciada com uma roda de conversa sobre a história de cada participante na agricultura familiar. Logo após esse momento, os jovens se dividiram em grupos para fazer o diálogo orientado pelas seguintes perguntas: Como eu me descobrir agricultor/a? Como eu faço agricultura? Como eu me sinto agricultor/a? Após o trabalho de grupo, houve a socialização com as sínteses dos grupos apresentadas em targetas, desenhos e com a dinâmica da teia. “Esse momento é fundamental para que a juventude reflita sobre a agricultura a partir da sua realidade, do seu modo de vida, a partir da identificação e descoberta enquanto agricultor ou agricultora. Se reconhecendo e afirmando o seu lugar e o seu papel na agricultura familiar”, avalia Manoel Roberval da Silva, da coordenação da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, que assessora o Polo da Borborema.
Cartas da Juventude - No segundo dia, a programação foi iniciada com um Carrossel de experiências, onde foram socializadas “Cartas da Juventude do Campo”. Um grupo de quatro jovens do município escreveu previamente cartas, onde contam para outros jovens a sua história na agricultura, falam sobre como é a sua rotina, as dificuldades e as oportunidades da vida no campo. Genilda Maria da Silva, conhecida como Nilda, vive no Sítio São Miguel, ela tem apenas 11 anos, mas bastante coisas para contar sobre a vida na agricultura. A pré-adolescente foi uma das jovens que escreveu uma carta e socializou a sua experiência. Ela conta que desde muito pequena se interessa pela agricultura e nunca teve problemas em conciliar o trabalho com os pais e os estudos, já recebeu uma cabra do Fundo Rotativo Solidário de jovens do município e se prepara para repassar uma cria para outro jovem. Ela tem muita satisfação em ser agricultora: “Não sou como alguns que, quando perguntam, você é agricultor? Ele responde, não, eu sou estudante. Eu não, respondo sou agricultora sim, e com muito orgulho”, afirma. Após o momento do carrossel, em que todos os grupos receberam as cartas e conheceram as experiências dos quatro jovens, foi feita uma rodada de impressões sobre as cartas e os demais participantes foram estimulados a produzirem as suas próprias cartas, que serão enviadas a outros jovens, de outros municípios do Polo da Borborema. Após isso, foi dado início ao planejamento de atividades para os grupos de jovens do município, com base na pergunta “o que podemos fazer para continuar fortalecendo a juventude do campo e a agricultura?”. Após a socialização do planejamento, o evento foi encerrado com uma ciranda e com a música de reco-recos confeccionados pelos próprios jovens, nos momentos de intervalo do encontro. O encontro de jovens de Massaranduba-PB faz parte do ciclo de encontros da juventude camponesa do território do Polo da Borborema apoiados pelo Projeto Sementes do Saber, que visa contribuir com a inserção produtiva de jovens do meio rural. O Sementes do Saber tem o apoio da ActionAid e do Comitê Católico Contra a Fome e a Favor do Desenvolvimento – CCFD e cofinanciamento da União Europeia. Fonte:http://www.asabrasil.org.br |
Idec promove atualização do Mapa de Feiras Orgânicas
Com seca, Caern adota rodízio de abastecimento no Seridó
Em Currais Novos e Acari rodízio será será de 24h por 48h.
Açude Gargalheiras, no Seridó, tem apenas 5,6% da capacidade.
Do G1 RN
Açude Gargalheiras, em Acari, tem volume d'água mais baixo da história (Foto: Fred Carvalho/G1)
Com a situação de baixos níveis de água nos mananciais que abastecem as cidades de Currais Novos e Acari, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) alterou o sistema de rodízio no abastecimento que vinha sendo adotado. O açude Dourado, que em situação normal abastece Currais Novos, secou, fazendo com que a cidade passasse a ser abastecida apenas pelo açude Gargalheiras, que já abastece também Acari, e está com 5,6% da capacidade.
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A partir do próximo sábado, dia 1º de novembro, passa a funcionar a nova escala de rodízio no fornecimento de água para Currais Novos e Acari. Atualmente, o abastecimento é feito por 24 horas, sendo interrompido nas 24 horas seguintes. A escala a ser adotada agora prevê o abastecimento por 24 horas e a interrupção por 48 horas, de forma a garantir um período mais prolongado de suprimento de água no manancial.
O açude Gargalheiras, cuja gestão é de responsabilidade do DNOCS, atua hoje com menos de 6% do seu volume total de armazenamento. Diante desse cenário, é de fundamental importância para a população usar a água disponível de forma racional, evitando o desperdício. A cidade de Currais Novos tem população aproximada de 52 mil habitantes, enquanto Acari tem 16 mil moradores, em média.
Fonte: http://g1.globo.com
Açude Gargalheiras, em Acari, tem volume d'água mais baixo da história (Foto: Fred Carvalho/G1)´Espetáculo´ de águas em Acari no semiárido do RN desaparece com seca histórica.
Para a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), a única solução é racionar. Nas duas cidades, a empresa impôs rodízios para não ter que suspender o abastecimento. Já o escritório local do Departamento de Obras Contra a Seca (Dnocs) diz que não há obras em andamento e a única coisa a fazer agora é torcer para que as chuvas venham logo. Na região, não há boas precipitações desde o início do ano. O Dnocs é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Integração Nacional e tem como papel principal executar políticas para o beneficiamento de áreas e obras de proteção contra as secas e inundações.
O G1 foi ver de perto o mar dos seridoenses. A primeira parada foi em Acari, a pouco mais de 200 quilômetros de Natal. Eleito uma das sete maravilhas do estado em um concurso realizado por um jornal, o Gargalheiras (cujo nome oficial é açude Marechal Dutra) foi inaugurado em 1959. Ao longo de 55 anos, as águas transpuseram a parede da barragem, que tem 25 metros de altura, pelo menos 30 vezes.
A última sangria, em maio de 2011, com uma lâmina d´água de mais de 1 metro, formou uma cachoeira artificial que se tornou ponto turístico durante duas semanas. Agora a paisagem é outra. O reservatório, um dos maiores do estado, pode armazenar até 44,5 milhões de metros cúbicos de água, mas está no nível mais baixo da história (5,6%). A medição mais recente foi feita pelo Dnocs no dia 21 de outubro.

Fabiano Medeiros (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Funcionário de carreira, ele trabalha há mais de 30 anos no escritório do Dnocs em Acari. “Na região, a última chuva considerável, cerca de 80 milímetros, caiu em janeiro. Aqui e acolá vem uma garoa, que não dá para nada. O Dnocs não tem o que fazer. É pedir a Deus um inverno bom”, acrescenta.
“A sangria do Gargalheiras é um espetáculo que atrai milhares de pessoas. Turistas movimentam a economia da cidade. A pesca se fortalece. Hoje não tem mais nada disso”, lamenta Celso Medeiros, que já presidiu a colônia de pescadores da região e agora toma conta de uma das pousadas mais tradicionais de Acari. “Há três anos aqui vivia cheio de gente. Os onze quartos da pousada estavam sempre lotados. Hoje não dá quase ninguém. Quem quer ver uma beleza dessa seca? É muito triste assim como tá”, afirma.
José Luiz é um dos poucos pescadores que ainda arriscam a sorte em Gargalheiras (Foto: Fred Carvalho/G1)
camarão que conseguiu pegar
(Foto: Anderson Barbosa/G1)
Enquanto aguarda pela recuperação do Gargalheiras, ele mostra o pouco do camarão que conseguiu pegar. “Com o açude cheio, o camarão é graúdo. E dá para pegar mais de 30 quilos. Hoje só tem assim, bem miudinho. Só serve para moer e fazer linguiça de camarão. É trabalho dobrado para ganhar bem menos”, reclama.
A Prefeitura de Acari diz que busca parcerias para tentar minimizar os efeitos da estiagem. José Ari Bezerra Dantas, secretário de Agricultura, Meio Ambiente e Abastecimento do município, conta que desde o início da estiagem prolongada, ainda em 2012, 13 poços artesanais foram perfurados nas comunidades rurais. “Cinco poços foram perfurados pela Secretaria Estadual de Recursos Hídricos; os outros oito pelo Exército, por meio da Operação Pipa. Estamos tentando outros 15 poços no Dnocs”, afirma.
O secretário também destaca atuação da Operação Pipa no município, que por meio de carros-pipa retira água do Gargalheiras, leva para a central de tratamento da Caern e devolve à população abastecendo as cisternas das comunidades mais afastadas. Contudo, José Ari admite que as medidas não são suficientes. Para ele, a situação é mais preocupante do que se imagina. “É desesperadora. Pode perguntar para a Caern. Se não chover até o fim do ano, o Gargalheiras vai entrar no volume morto, que é uma água muito suja. Provavelmente será preciso intensificar o rodízio de água aqui no município”, acrescenta.

“Se não chover até lá, é claro que a água vai baixar ainda mais, até chegar num ponto em que o tratamento será ineficaz. Daí não vai ter outro jeito senão suspender a distribuição de água em Acari. Isso, consequentemente, afetará também todo o município de Currais Novas”, complementa o gerente da Caern.
Situação crítica e prejuízos
Para o governo do Rio Grande do Norte, esta é a pior seca dos últimos 50 anos. Dos 167 municípios do estado, 152 estão em situação de emergência por causa da estiagem prolongada. O decreto, o sétimo consecutivo desde abril de 2012, foi publicado pela governadora Rosalba Ciarlini no final do mês passado.
A Secretaria Estadual de Agricultura estima um prejuízo de R$ 4,6 bilhões para a produção agropecuária potiguar, o que representa uma redução de 56,9% na contribuição do setor rural para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no estado.
Rodízio de água em Acari deve ser intensificado (Foto: Fred Carvalho/G1)De acordo com o decreto, a maior parte dos reservatórios localizados no estado estão com percentual de armazenamento inferior a 50% da capacidade máxima. O documento acrescenta que, desses reservatórios, há 15 açudes com armazenamento inferior a 10% da capacidade máxima. O governo reforça que a situação tem deixado a zona rural dos municípios sem água para produção agrícola e pecuária e também para consumo humano.
Relatório da Caern de 13 de agosto revelou a existência de cinco municípios com colapso no abastecimento em virtude da escassez de recursos hídricos. A previsão é que mais oito cidades possam vir a ter seus sistemas de abastecimento de água interrompidos até dezembro. Até o momento estão em colapso no abastecimento os municípios de Rodolfo Fernandes, Tenente Ananias, Paraná, Antônio Martins e Carnaúba dos Dantas. Em novembro do ano passado, o G1 visitou nove cidades em colapso e constatou que, na maioria, a população precisava usar os recursos do Bolsa Família para comprar água.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) informou que os índices pluviométricos das cidades apresentam desvios negativos de até 35% abaixo da média. No decreto, o governo explica que as chuvas de inverno foram insuficientes para a formação de estoques de água potável para o suprimento da população rural nos principais reservatórios, tais como açudes, tanques, poços tubulares, barreiros e cisternas.
Banho de bacia é rotina em Currais Novos RN 2ª maior cidade do Seridó Rio Grandense atingida pela seca
'Deixo a água descer pelo corpo. O que cai, uso novamente', diz moradora.Em Currais Novos, fornecimento de água é uma vez por semana.
Água do açude Dourado, em Currais Novos, deixou de abastecer a cidade na terça-feira (28). Pescadores e urubus tentam aproveitar o pouco que ainda resta (Foto: Anderson Barbosa/G1)


Maria das Graças busca água todos os dias no chafariz improvisado pela prefeitura (Foto: Anderson Barbosa/G1)Notícias do Semiárido Nordestino,Seridó da Paraíba e Rio Grande do Norte.










