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CONVOCATÓRIA DO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA, BELÉM – AMAZÔNIA

DIVERSIDADE E SOBERANIA NA CONSTRUÇÃO DO BEM VIVER
IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA, BELÉM – AMAZÔNIA
Belém, 10 de Novembro de 2014.
COMISSÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA (CTC) DO IX CBA
1ª CONVOCATÓRIA
Como é do conhecimento de todos, o IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) será realizado em território amazônico – no município de Belém – PA, no período de 28 de setembro a 01 de outubro de 2015. E Como parte do processo de preparação do evento, a COMISSÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA (CTC) do IX CBA vem a público divulgar as primeiras informações sobre o processo de submissão de trabalhos (RESUMOS EXPANDIDOS E RELATOS DE EXPERIÊNCIAS) para serem apresentados no evento e, consequentemente, publicados na Revista CADERNOS DE AGROECOLOGIA (ISSN 2236-7934), da Associação Brasileira de Agroecologia.
Calendário de atividades da CTC:
– divulgação das NORMAS DE SUBMISSÃO e MODELOS: mês de dezembro de 2014; – Submissão dos resumos e relatos: 02 de março a 13 de abril de 2015; – Revisão da Comissão e ajustes: 31 de maio de 2015; – Decisão Final da Comissão e definição das formas de apresentação (Oral ou Pôster): 15 de junho de 2015;
Pedimos que todos divulguem estes prazos o mais amplamente possível entre pessoas e instituições dedicadas ao tema. Em breve, estaremos divulgando maiores informações sobre a o assunto.
Contatos e sugestões podem ser enviados para o e-mail: ctcixcba@gmail.com, no entanto lembramos que a submissão deve ser realizada via sistema da revista Cadernos de Agroecologia. Atenciosamente, _________________________________________________________ Camila Vieira-da-Silva e Luís Mauro Santos Silva (Coordenação da CTC).
William Santos de Assis (Presidente do IX CBA).
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Grupo quilombola do RN lança cordel no Dia da Consciência Negra

Ranilson Saldanha - comunicador popular da ASA

Portalegre | RN

Dona Daza exibe orgulhosa os cordéis | Foto: Arquivo Sertão Verde
O município de Portalegre/RN é marcadamente formado por descendentes de negros e negras escravizados\as que ao longo dos últimos anos vem desenvolvendo atividades afirmativas de desenvolvimento das comunidades remanescentes de quilombolas pela preservação dos hábitos culturais nas atividades produtivas, sociais e manifestações artísticas. Nesta quinta-feira (20/11), no dia da Consciência Negra, a população da comunidade rural de Sobrado festejou a data com o lançamento do Cordel “As Amélias”, de autoria de D. Maria Fernandes Gomes ou D. Daza (58) no encerramento do curso de Gestão de Água para Produção de Alimentos, do P1+2, executado pelo Sertão Verde e a ASA. “Este é o 12º. livro que eu publico sobre Portalegre e nossa comunidade. Dessa vez eu falo mais do nosso grupo de mulheres”, disse a autora.
D. Daza é uma das moradoras da comunidade quilombola do Sobrado que por sua vez é um dos lugares aonde é forte a presença das raízes africanas. Ela conta no cordel que o grupo de mulheres “As Amélias” tem desenvolvido o trabalho de conservação da cultura africana. O nome do grupo não se refere a “Amélia” da música de Mário Lago. Muito pelo contrário, a Amélia homenageada foi uma antiga anciã que morreu com 101 anos e que dedicou a sua vida a rezar em crianças e produzir remédios a partir das plantas da região. “O nosso grupo é composto por 20 mulheres e está sendo fortalecido com os apoios da Secretaria de Ação Social e o Projeto P1+2 da ASA”, comentou D. Daza.
Segundo a poetisa, o grupo foi formado primeiramente para ajudar as mulheres da comunidade diante dos diferentes desafios que cada uma tem nas suas atividades. “A maioria é casada e quando tem um problema pode contar com o apoio das outras. Nos trabalhos desenvolvidos por cada uma tem agricultora, raizeira (faz remédios caseiros), manicure, artesã de crochê e tricô, boleira e confeiteira. Agora com os novos projetos estamos ficando mais fortes”, conta D. Daza, orgulhosa da diversidade de atividades. Recentemente o grupo começou a comercialização num espaço organizado dentro da feira livre de Portalegre.
As mulheres do grupo estão participando desta fase do Programa 1 Terra e 2 Águas. A tradição agrícola é forte e apresenta um potencial de um microclima diferenciado pela localização no Alto da Serra do município de Portalegre. “Esse apoio veio em boa hora”, disse D. Daza. Na atividade de encerramento do curso de gestão de água e lançamento do cordel “As Amélias” participaram o prefeito da cidade, Francisco Canindé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais; a equipe técnica do Núcleo Sertão Verde e moradores da comunidade quilombola de Sobrado.


Fonte: http://www.asabrasil.org.br
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Governo do Estado faz mobilização pelo fim da violência de gênero em Picui dia 03 de Dezembro


 Governo do Estado faz mobilização pelo fim da violência de gênero
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres começa nesta quarta-feira (19), em Montadas, com o serviço de atendimento das unidades móveis de atendimento às mulheres rurais vítimas de violência doméstica coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. A campanha é uma mobilização anual praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados no enfrentamento à violência contra mulheres.


Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.


A programação estadual prevê também formação de policiais, de integrantes da Rede Municipal de Atendimento às Mulheres Vitimas de Violência e rodas de diálogo com mulheres indígenas. Segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, durante os processos de formação e debates será discutida a questão do feminicídio (o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher), que está em debate no Congresso Nacional, em vista do PLS 292/2013, o qual pretende incluir no Código Penal a tipificação do crime conceituado como “forma extrema de violência de gênero que resulta na morte da mulher” – com pena de reclusão de 12 a 30 anos.


No dia 25 de novembro, será aberta uma Exposição de Fotografias e feita a distribuição de cartões postais do Concurso Prêmio Fotográfico “Violência contra as Mulheres: Como enfrentar e Prevenir”. As vencedoras serão premiadas, assim como os selecionados para produção de Obras Audiovisuais inéditas de curta metragem com o tema: “Violência contra a Mulher: O que fazer?”.


Unidades Móveis - A unidade móvel de atendimento às mulheres trabalhadoras do campo e da zona rural vítimas de violência doméstica oferecerão atendimento psicossocial, jurídico, orientação e palestras em mais oito cidades, além de Montadas: Pilões, Acaú-Pitimbu, Taperoá, Araruna, Picuí, Boqueirão, Boa Vista e Rio Tinto. As unidades móveis foram entregues ao Governo do Estado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), dentro do programa “Mulher, Viver sem Violência”. Dentro das unidades, será disponibilizado atendimento de delegados, promotores, juízes, psicólogos e assistentes sociais.



Calendário de visitas



VISITAS UNIDADE MÓVEL DATA


MONTADAS – CRAS 19/11


PILOES 21/11


ACAÚ – PITIMBU 26/11


TAPEROA 28/11


ARARUNA 29/11


PICUÍ 03/12


BOQUEIRÃO 16.12


BOA VISTA 17.12


RIO TINTO 02.12






Secom
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UFRN se estrutura para avaliar possíveis casos da febre chikungunya


Do G1 RNFACEBOOK
Info Chikungunya V1 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Laboratório de Virologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) passa a ter condições de desenvolver estudos e analisar casos suspeitos de febre chikungunya no estado. O protocolo técnico para realização do trabalho foi montado nas quinta (13) e sexta-feira (14) por pesquisadores da instituição.
Segundo o coordenador do curso de biomedicina na universidade, professor José Veríssimo, a instalação das condições técnicas e o repasse de procedimentos aos pesquisadores e estudantes “permite que o Departamento de Microbiologia e Parasitologia estude, analise e faça diagnóstico de casos especiais de suspeita da febre chikungunya no Rio Grande do Norte”.
O coordenador ressalva que a UFRN atenderá somente casos complicados com indicação médica. “O protocolo tem um custo muito alto e está voltado para a pesquisa”, explica.
Originária da Tanzânia – onde a primeira epidemia da doença foi registrada em 1953 –, chikungunya é um tipo de febre causada por um vírus transmitido aos humanos por mosquitos do gênero aedes.
Conhecida também por “catolotolo”, a doença se expandiu para Europa, África, Ásia e América. Os sintomas são febre repentina acima de 39°, dores intensas nas articulações das mãos, dos pés, dos tornozelos e dos pulsos, dores de cabeça e muscular, além de manchas vermelhas na pele.
Risco de infestação
O Rio Grande do Norte tem 13 municípios com risco de registrar infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya. O número é apontado pelo Ministério da Saúde estudo divulgado no dia 4 passado. O órgão afirmou que nessas cidades foram encontrados focos do mosquito em quatro de cada cem casas visitadas.
O RN é o quarto estado com maior número de cidades em situação de risco de infestação, atrás apenas de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. No Brasil, são 177 municípios na lista. As informações integram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa), feito em outubro, que analisou a existência de locais com larvas em 1.463 cidades. Seu objetivo é apontar as regiões com maior risco de transmissão das doenças no país.
Os municípios potiguares com risco de infestação são Campo Redondo, Parelhas, Florânia, São Paulo do Potengi, Mossoró, Jaçanã, Carnaúba dos Dantas, Brejinho, São Miguel, Caicó, Jardim do Seridó, João Câmara e Santa Cruz.
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Curso de Mineração de Santa Luzia apresenta ações desenvolvidas em 2014


Curso de Mineração de Santa Luzia apresenta ações desenvolvidas em 2014
 Estudantes do Curso de Mineração da Escola Padre Jerônimo Lauwen, em Santa Luzia, participaram neste ano de uma série de atividades teóricas e práticas aplicadas pelo corpo de professores com o intuito de melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem profissionalizante na instituição.


Sob a coordenação do professor Aderivaldo Nóbrega, o curso passou a contar com a colaboração do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Campina Grande, que disponibilizou a Mina Escola do município para que os cerca de cem alunos pudessem participar das aulas práticas. “O resultado foi a confecção de maquetes feitas por eles e apresentadas na Feira de Ciência do Instituto Federal da Paraíba, no campus Picuí, as quais já estão sendo usadas para dinamizar as aulas”.


objetivo do trabalho foi mostrar como ocorre a extração e o beneficiamento dos minerais até sua comercialização. “A partir da montagem da maquete, a turma teve mais facilidade para entender como ocorre a extração e o beneficiamento dos minerais partindo do estudo de que consiste o tratamento de minérios, de que é formada uma unidade de beneficiamento e quais as principais especificidades para ser considerada uma unidade, mesmo que rústica”, acrescentou o professor Antônio de Pádua Sobrinho.


Mais recente, os estudantes de mineração também fizeram o curso de produção e utilização de tijolo solo-cimento ministrado pelo professor Moab Lima. Os tijolos de solo-cimento são produzidos em prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para que se tornem resistentes. A vantagem do tijolo ecológico é seu modo de construir mais barato, rápido, limpo e ecológico, além de serem produzidos sem corte de árvores e sem emissão de co².


“No curso, os alunos obtiveram informações sobre a produção e utilização do tijolo, conheceram os princípios e normas técnicas, como também conheceram os componentes, os instrumentos, as ferramentas e as máquinas utilizadas na sua produção. Eles finalizaram o curso com a construção de tijolos feitos por eles e também aplicaram o teste de qualidade”, disse o professor Pádua.


Ascom
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BNDES visita tecnologias sociais da ASA

BNDES visita tecnologias sociais da ASA no sertão de Pernambuco
Catarina de Angola - Asacom

Nesta sexta-feira, 14, em Lagoa Grande, Sertão de Pernambuco, uma comitiva do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitará ações de convivência com o Semiárido desenvolvidas pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). No começo deste ano, a ASA e o BNDES celebraram acordo de cooperação para a implementação de tecnologias sociais de captação de água da chuva para a produção de alimentos e criação de animais através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

O diretor da área social do BNDES, Guilherme Lacerda, o coordenador executivo da ASA pelo estado da Bahia, Naidison Baptista, e o coordenador executivo da ASA pelo estado de Pernambuco, Manoel Barbosa, conhecerão três experiências de famílias agricultoras do município. O grupo será acompanhado por técnicos da ONG Chapada, responsável pela execução das ações na região.

A parceria se encerra, no final deste mês, com a entrega de oito mil tecnologias em 75 municípios do Semiárido, nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Cerca de 40 mil pessoas terão acesso a cisternas-calçadão, cisternas-enxurrada e barreiros-trincheiras. Cada família também recebe um incentivo para fortalecer a sua produção de alimentos ou criação de animais. Elas recebem itens como mudas de frutíferas, mudas de plantas medicinais, animais e também material destinado à infraestrutura. Cada família define o que deseja receber, de acordo com sua aptidão e necessidade.

No projeto, também foram realizados 75 intercâmbios intermunicipais e 50 intercâmbios interestaduais, o que significa que ao final do projeto mais de 4.700 agricultores e agricultoras terão trocado experiências de técnicas de manuseio de plantio e inovações no Semiárido. A ação do P1+2 prevê também a realização de dois cursos: Gestão de Água para a Produção de Alimentos (Gapa) e Sistema Simplificado de Água para Produção (Sisma). Nesses cursos, as famílias discutem e debatem a estratégia de utilização da água e técnicas de irrigação como gotejamento e canteiro econômico.

Hoje, já existem pouco mais de 71 mil tecnologias que captam e armazenam água da chuva para a produção de alimentos e criação de animais, construídas através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da ASA, em todo o Semiárido brasileiro. Com esta malha hídrica descentralizada, pouco mais de 355 mil pessoas têm em suas propriedades condições mais adequadas de viver e produzir apesar das estiagens cíclicas naturais da região. Além do patrocínio do BNDES, o P1+2 conta com apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB) e parceria do governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em Pernambuco, a ASA já implementou 10.268 tecnologias sociais do P1+2.

ASA – A Articulação Semiárido Brasileiro é uma rede formada por cerca de três mil organizações da sociedade civil que lutam pelo desenvolvimento sustentável da região. Além do P1+2, realiza também o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). Nele, são desenvolvidas ações de construção de cisternas de placas de captação de água para consumo humano e de formação e mobilização das famílias agricultoras pela convivência com o Semiárido. 

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/
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Rede Xique Xique de comercialização solidária comemora seus dez anos

Rede Xique Xique de comercialização solidária comemora seus dez anos e realiza encontro de articulação.
Comunicação Rede Xique Xique

Mossoró - RN

A Rede Xique Xique comemora, neste ano de 2014, dez anos de existência. E entre os dias 20 e 22 de novembro, no Centro de Treinamento Seminário Santa Teresinha, realizará um encontro com integrantes que compõem a rede. Trazendo o tema: “Fortalecendo a agroecologia, o feminismo e a economia solidária em rede”, a Xique Xique está preparando uma programação especial.
Cerca de 250 pessoas dos estados do RN, CE e MA, onde a rede atua, além de parceiros locais, estaduais e nacionais, participarão do encontro. O momento será de reflexão e ação a partir dos princípios que norteiam a atuação em rede.
O encontro tem a programação voltada para integrantes e movimentos parceiros convidados. Começando na quinta a partir das 14h, acontecerão debates, oficinas e discussões acerca dos princípios políticos da rede. Neneide Lima, coordenadora financeira da rede, afirma que o momento será para “avaliar como ao longo desses 10 anos, essa articulação em rede tem contribuído e fortalecido com processos que promovam autonomia socioeconômica das agricultoras e dos agricultores”.
Para Tatiana Muniz, coordenadora geral da Rede, “falar de 10 anos da Rede Xique Xique representa o reconhecimento das nossas lutas pelo feminismo, agroecologia e economia solidária no nosso espaço de comercialização que dá visibilidade a agricultura familiar e a transformação da vida das mulheres”. E Neneide Lima completa: “é uma alegria comemorar as conquistas da resolução dos problemas que enfrentamos no processo e saber que não estamos lutando só, que nossa estratégia está ligada em rede seja no município, na região e/ou nos territórios”.
Rede Xique Xique - A Rede Xique Xique começou pelo protagonismo de um grupo de mulheres, em 99, que constituiu uma associação informal, a APT (Associação dos Parceiros e Parceiras da Terra), para fazer a entrega de hortaliças orgânicas sem intermediários.
Em dezembro de 2003, na cidade de Mossoró (RN), foi inaugurado o Espaço de Comercialização Solidária Xique Xique com o objetivo de ter uma oferta diversificada, capaz de atrair e fortalecer o consumo solidário em detrimento do acúmulo de lucro pelos intermediários, se tornando, assim, referência para o recebimento e o escoamento da produção advinda da agricultura familiar da região oeste do RN.
A Rede Xique-xique é uma articulação de Comercialização Solidária em que trabalhadoras e trabalhadores urbanos e rurais buscam manter os princípios da agroecologia, do feminismo e da economia solidária para a produção, comercialização e consumo, afirmando a organização da luta pela transformação do mundo.
Organizada em 12 núcleos municipais, através de feiras agroecológicas, da agricultura familiar e economia solidária e loja de produtos, a rede estabelece uma forte aliança com os movimentos sociais, especialmente a Marcha Mundial das Mulheres, os Fóruns de Economia Solidária e as articulações de redes de agroecologia.
São desenvolvidas atividades de formação, práticas agroecológicas, intercâmbios, acompanhamento a comercialização, vendas de produtos e feiras. Atualmente são mais de cinquenta grupos articulados com uma produção bastante diversa. Essa diversidade é em parte garantida pelos grupos de mulheres que representam em média 50% dos que integram a Rede.
Em Mossoró, a Rede Xique Xique realiza uma feira de hortaliças, queijos, doces, ovos caipiras, frutas e polpas e verduras da agricultura familiar em sua sede que está situada na rua rua Jerônimo Rosado, 148, Centro , ao lado da Gráfica Queima-Bucha.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br
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Experiências exitosas do Araripe CE.

Vídeo do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostrará experiências exitosas do Araripe
Elka Macedo - Comunicadora popular da ASA

Ouricuri - PE

No próximo dia primeiro de dezembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançará durante Seminário em Brasília, vídeo com experiências exitosas de famílias agricultoras do Semiárido. Dentre as experiências selecionadas, estão famílias do Araripe Pernambucano assessoradas pelo Caatinga.
O objetivo do vídeo é mostrar de que forma as políticas públicas voltadas á inclusão produtiva rural tem cumprido o seu papel na promoção da segurança alimentar e nutricional no Semiárido, em especial.
Para tanto, foram visitadas em Ouricuri no último sábado, 08, experiências nas comunidades do Gravatá e Fazenda Cruz, as quais evidenciam o impacto das cisternas na vida das famílias e o acesso a políticas como o PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar.
“Este vídeo está sendo construído em função das políticas que o Ministério vem implantando de convivência que permite que as pessoas que vivem no Semiárido convivam com a seca. E ai a gente quer mostrar as experiências exitosas nesta área, os resultados que estão sendo alcançados e a transformação na vida das pessoas, principalmente”, revela a assessora de comunicação do Ministério, Clarita Rickli.
De acordo com a assessoria, a escolha das organizações tem a ver com as parcerias de organizações ligadas à Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), na execução de programas de governo tais como PAA, PNAE e Água para Todos. As filmagens estão sendo feitas nos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará.

Fonte:http://www.asabrasil.org.br
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O CINEMA HÍBRIDO DE GABRIEL MASCARO DESTACA A CIDADE DE PICUÍ NO SERIDÓ PARAIBANO


O cinema híbrido de Gabriel Mascaro
Mascaro: o cinema sem formalismo para retratar o real © Leo Lara
Com apenas 31 anos, o pernambucano Gabriel Mascaro já dirigiu, desde 2008, cinco longas, dois curtas e criou várias instalações – além de estar montando seu próximo longa, provisoriamente intitulado de “Valeu Boi!” –, fazendo dele um dos cineastas brasileiros mais produtivos no cenário atual. Tido como um nome proeminente do documentário contemporâneo, propondo novas formas narrativas ao gênero, com filmes como “Um Lugar ao Sol” (2009), “Avenida Brasília Formosa” (2010) e “Doméstica” (2012), Mascaro tem se dedicado, nos últimos filmes, a trabalhos ficcionais sem abrir mão do estilo que o marcou nos documentários. Com seu filme terminado mais recente, “Ventos de Agosto” (2014), que estreia em 13 de novembro, pela Vitrine Filmes, Mascaro ganhou uma menção especial no 67º Festival de Locarno, um dos principais do mundo, onde foi exibido na competição principal. Do 47º Festival de Brasília, saiu com os prêmios de melhor fotografia e de melhor atriz, para Dandara de Morais. Foi ainda selecionado para festivais como San Sebastian, Vancouver e BFI London, entre outros.
“A estratégia ficcional surge para mim mais como uma possibilidade de compartilhar a invenção. Para mim, ela é um jogo potente. E o jogo de construção de personagem e negociação da representação do corpo é o que mais me interessa para além dos rótulos”, afirma Mascaro, que não deixa de se interessar por fazer documentários.
O que pode parecer uma guinada na carreira de Mascaro é, na verdade, uma continuidade natural de seu trabalho, que valoriza a hibridização do documentário com a ficção. Ao longo de sua carreira, filmes como “KFZ-1348” (2008), codirigido com Marcelo Pedroso, “Um Lugar ao Sol” e “Doméstica” são facilmente associados ao documentário, ainda que usem dispositivos muito próprios para guiar a criação. “Estes dispositivos propõem uma série de premissas, ou quase regras. Estas regras aparentes me colocam num lugar de mundo que já cria, a priori, uma experiência muito única, incontornável”, comenta. No filme “Doméstica”, por exemplo, adolescentes deviam filmar suas respectivas empregadas por uma semana e, em seguida, entregar a Mascaro o material bruto.
Cena de “Doméstica”, experimentação documental com jovens usando seu ponto de vista para mostrar o mundo solitário das domésticas
Documentários com ares de ficção
Em contrapartida, “Avenida Brasília Formosa” já traz encenações diversas realizadas por seus personagens, seja reencenando e interpretando para a câmera eventos cotidianos, seja assumindo o papel de outra pessoa. Isso é particularmente acentuado em seus curtas, “As Aventuras de Paulo Bruscky” (2010), um híbrido virtual, feito em machinima, dentro da rede social Second Life, sobre o artista Paulo Bruscky, e “A Onda Traz, o Vento Leva” (2012), em que refina sua estética, apropriando-se dos elementos documentais para criar uma dramaturgia e uma decupagem rigorosa.
“‘Ventos de Agosto’ pode ser considerado meu ‘primeiro’ longa de ficção, mas toda minha pesquisa prévia como documentarista e artista visual é contaminada por narrativas partilhadas, por uma certa performance que emana desses personagens com quem me envolvo e cohabito, pela autoficção que é proporcionada a partir desses encontros, sejam eles espontâneos ou não”, comenta o cineasta, que já teve seus filmes exibidos em festivais como Rotterdã, IDFA, CPH:DOX, Oberhausen, Clermont Ferrand, Bafici, entre outros. “E em se tratando de um filme que tem inclusive o vento como ponto de partida, é ainda mais difícil demarcar com precisão essas fronteiras. O vento sempre assopra para onde você menos espera. Os Ventos de Agosto na Zona Intertropical são ventos com bastante identidade. Atuam numa região específica e possuem uma sonoridade ímpar e inesquecível. Para mim, representam a força incontornável da natureza em contato com a força dos corpos, vivos ou mortos”, complementa.
Cena de “Ventos de Agosto”, onde personagens jovens e velhos estão presos à ilha e às suas curiosidades até absurdas. © Beto Figueiroa
Sexo e destino entre cocos e túmulos
“Ventos de Agosto” acompanha os namorados Shirley e Jeison, numa vila do litoral alagoano. Ela, que deixou a cidade grande para cuidar da avó e deseja ser tatuadora, trabalha numa plantação de coco dirigindo trator; ele, um rapaz que também trabalha na fazenda de cocos e nas horas vagas faz pesca subaquática de lagosta e polvo. A região é palco dos ventos alísios que emanam da Zona de Convergência Intertropical, em que o mês de agosto marca a chegada das tempestades e das altas marés. Os ventos crescentes do mês alteram o cotidiano do casal.
O longa, que foi produzido com R$ 50 mil e finalizado com mais R$ 100 mil, nasceu a partir de uma pesquisa que o diretor fez sobre o avanço do mar no litoral brasileiro, em que se deparou com várias mansões abandonadas e destruídas pelas ondas. Intrigava-lhe essa arquitetura que em menos de 30 anos de sedimentação já virou ruína. “A  ocupação desordenada do litoral do Nordeste brasileiro teve um grande impulso nos anos 70 e 80. Antigas vilas de pescadores ou paradisíacas reservas naturais cederam lugar à ocupação imobiliária desordenada com vários crimes ambientais para atender ao luxo de uma segunda casa perto do mar. Entre a ganância humana e o fenômeno global natural, no filme, os personagens convivem cada um a seu modo com o avanço do mar. Mas ao invés de uma mensagem de alarde sensacionalista, fria e distante, o filme se concentra num pequeno cemitério à beira mar que está sendo engolido pelas ondas. É um filme sobre passagem, mas também sobre pertencimento e permanência”, explica sobre a gênese do projeto.
O filme também surge como uma homenagem e uma citação ao documentarista holandês Joris Ivens, que, em 1965, fez sua primeira incursão sobre o vento no filme “Pour Le Mistral”, filmado no sudeste francês, e, em 1988, lançou seu último longa, chamado “Une Histoire de Vent”, filmado na China. “Personagem dentro do filme e já de cabelos grisalhos, ele afirmou que filmar o impossível é o melhor da vida”, pontua.
Dandara de Morais e Geová Manoel dos Santos, no papel central dos jovens amantes em “Ventos de Agosto”. © Beto Figueiroa
O papel documental do ator
Para construir tal história, Mascaro se valeu de atores para encenar os papéis construídos no roteiro. Todos no filme são atores não profissionais que moram na própria vila, exceto Shirley. Para os atores não profissionais, em especial o personagem do pescador, havia bastante roteiro escrito e diálogos. “Trabalhamos alguns exercícios de improvisação e estudamos bastante as cenas”, comenta. A seleção de atores foi feita via um anúncio na vila. Mascaro conta que a escolha de Geová Manoel dos Santos para o pescador e catador de cocos foi inusitada. “Todos os pescadores vieram fazer o teste para o filme, menos o próprio. Havia feito vários testes, já pondo em prática algumas cenas. Dois dias depois, o tal Geová me procura se desculpando pela falta e me perguntando se no filme sobrara uma vaga para cantor, já que na vida real é artesão, mas sonha mesmo em ser cantor. Abri a câmera e pedi para ele cantar uma música. Quando ele acabou, já combinei as datas da gravação. Escolhi ele pela forma como me abordou, pelos desejos dele, pela forma como cantou para a câmera”, explica.
Para Shirley, interpretada pela atriz Dandara de Morais, Mascaro tentou construir uma personagem feminina intrigante que, mesmo forçada a viver num lugar praieiro e pacato, reafirma a urbanidade e a cultura punk. “A construção da personagem dela foi fruto do laboratório de vivência que ela fez antes do início das filmagens. Ela foi imaginando que iria gravar duas diárias e terminou gravando vinte. Até duas semanas antes das gravações, a personagem dela não existia no roteiro. Foi todo construído e elaborado a partir da vivência dela na casa de uma senhora bem idosa e cadeirante. Dandara passou uma semana ajudando a idosa a ir ao banheiro, preparando comida para ela, colocando-a para dormir, agasalhando-a quando sentia frio, escutando suas histórias. Depois de uma semana de convívio, a senhora já a estava chamando de ‘minha netinha’ sem mais distinguir realidade e ficção”, comenta.
No filme, o próprio Mascaro faz um papel, o do pesquisador de som de ventos, personagem que quebra a narrativa, introduzindo um sujeito que provoca as alterações no cotidiano.
Via o pesquisador de som de ventos fica evidente o papel da sonoplastia na narrativa de “Ventos de Agosto”, que trabalha com poucos diálogos. “Como o vento é nossa matéria-prima fundamental e é invisível, ele se materializa no filme especialmente através do som e de como se manifesta através da visualidade. Então, além das vozes, esta suspensão sonora perpassa todo o projeto estético do som do filme, incluindo os ruídos de cena. O som foi quase que totalmente reconstruído do zero”, afirma Mascaro. Além disso, o cineasta optou pela dublagem total das vozes em estúdio – o que, às vezes, fica evidente para quem assiste. O diretor justifica a escolha. “Foi um exercício muito divertido. Ouvir um som anterior, reempostar a voz, reposicionar o corpo, ressignificar o próprio personagem. Gravamos as vozes propositalmente com um microfone para voz de ópera e, como efeito disso, as vozes flutuam sobre os personagens, mais do que saem da boca deles”, complementa sobre a sonoplastia do filme.
O trabalho dramatúrgico, em “Ventos de Agosto”, vai além do uso de atores, de um roteiro-guia e da construção sonora. Muito dele vem da maneira como Mascaro registra as cenas, sejam as naturais, sejam as encenadas. A construção visual utiliza-se muito de planos estáticos e do extracampo, com um ritmo que respeita a integralidade da ação. “Pensar a cena para mim é preencher o espaço que está no extracampo para tencionar o que está em campo. E os planos estáticos, em determinados contextos, potencializam de forma quase violenta esta dualidade dentro-fora do quadro. Mas naturalmente isso não é uma regra, nem plano estático para mim é um dogma”, aponta.
Dandara de Morais conquistou o prêmio de melhor atriz por “Ventos de Agosto”, no último Festival de Brasília. © Beto Figueiroa
Matiz pernambucana
Gabriel Mascaro é mais um dos vários cineastas pernambucanos que tem se destacado no cenário cinematográfico brasileiro e internacional, conjugando força narrativa e ousadia temática, aliada, em geral, a questões sócio-políticas contundentes. A geração atual de cineastas tem se beneficiado muito das políticas culturais do governo do Estado, que tem injetado cada vez mais verba na área cultural, inclusive cinematográfica, incomparável a outros Estados brasileiros. A produtividade em tão curta carreira de Mascaro vem, em grande medida, disso, ainda que seus filmes nem sempre contem com apoio direto do Estado, mas aproveitam de profissionais formados nesse período e de um clima propício à feitura e recepção desses filmes.
Se “Ventos de Agosto” e “Valeu Boi!” parecem estar menos engajados politicamente em revelar um aspecto do Brasil em geral acobertado, indo para o viés existencial e memorialista, diferentemente da geração pernambucana que se consagra atualmente, Mascaro não renega sua verve política, tão forte em seus documentários anteriores – em especial em “Um Lugar ao Sol” e em “Doméstica”, que tentam esquadrinhar as relações entre diferentes classes. “Meus trabalhos, em parte, discorrem sobre relações de poder. E elas se manifestam em vários níveis, em contextos sociais diferentes, na cidade ou no campo, na Terra ou na Lua. Já tive uma cena toda filmada em Júpiter, uma ilha do programa Second Life. Fiz um trabalho recente ainda inédito no Brasil chamado ‘Memórias de meu Tempo em Marte’, que utiliza unicamente imagens filmadas por soldados americanos na guerra do Afeganistão. Estou com um trabalho na Bienal de São Paulo chamado ‘Não É sobre Sapatos’, que discute a estética e a política da imagem utilizada para perseguir manifestantes políticos no Brasil”, comenta.
Cena de “Um lugar ao Sol” em que Mascaro discute o status e o poder dos moradores das coberturas dos prédios à beira-mar de Recife
Formação eclética
Talvez, uma das razões que tenha feito Mascaro criar um cinema tão diverso em termos de técnicas e escolhas narrativas – videoinstalações, documentário, ficção, machinima, hibridismo etc. – seja sua formação. O cineasta, na juventude, queria ser músico e não tinha qualquer interesse cinéfilo. Foi durante a graduação em Comunicação, nos corredores da UFPE, que Mascaro teve contato com o cinema, através da Símio Filmes, coletivo formado pelos cineastas Marcelo Pedroso, Daniel Bandeira e Juliano Dornelles. Suas primeiras pesquisas estéticas foram junto com o realizador Marcelo Pedroso, quando começaram a buscar as primeiras referências para o filme “KFZ-1348”. Descobriram juntos “Wavelength”, do Michael Snow, e os trabalhos do Stan Brakhage e Johan van der Keuken. Contribuiu muito à sua visão também o Festival Videobrasil, em São Paulo, como espectador comum, em que viu uma série de outros trabalhos que dilatavam a ideia de cinema para outros caminhos.
Nesse período, Mascaro fazia parte da Símio. “Éramos universitários e começamos a fazer filmes em coletivo. Ficamos amigos e de repente viramos empresa. Esta aceleração da lógica que pressiona os coletivos a virarem empresa é algo muito violento. O que motivava a gente a estar junto não era a lógica da empresa, mas sim fazer filmes e cooperar um com o outro de forma mais lúdica. E eu precisei sair da lógica de empresa para resgatar a ideia de cooperação que eu tinha com os ‘símios’”, comenta sobre o por quê de ter saído da Símio, até hoje em atividade, para abrir sua produtora atual, a Desvia Produções. “Abri uma outra empresa com minha esposa e produtora Rachel Ellis, uma inglesa que fez a loucura de trocar Londres por Recife. Terminou que Rachel trouxe uma estratégia de produção bastante arejada para meus filmes, colaborando inclusive na roteirização do ‘Ventos de Agosto’ e do curta ‘A Onda Traz, o Vento Leva’. Todos estes trabalhos recentes possuem uma marca muito forte da mão dela também. Se ela ver coisa ruim no material bruto, pede até para eu refilmar”, complementa brincando.
Moda e vaquejadas
Entre um festival e outro, em que participa com “Ventos de Agosto”, Gabriel Mascaro monta sua próxima incursão no cinema, o longa inscrito em editais como “Valeu Boi!”, mas que o cineasta garante que mudará de título até sua estreia. Pela primeira vez, o cineasta contou com um orçamento mais parrudo, de R$ 1,2 milhão, englobando recursos do Ministério da Cultura – em que foi vencedor do edital de baixo orçamento –, um edital de coprodução com Uruguai, o Hubert Bals Fund Plus a partir de uma parceria com sua coprodutora na Holanda, e o Fundo Estadual de Cultura de Pernambuco, o Funcultura.
Juliano Cazarré (à dir.) é protagonista de “Valeu Boi!”, novo filme de Mascaro sobre as vaquejadas, já filmado e em finalização
O longa tem como base a vaquejada, uma atividade que envolve agribusiness, shows e um esporte, que consiste em emparelhar um boi no meio seguido por dois cavalos. Um dos vaqueiros pega o rabo do boi e puxa, fazendo–o se desiquilibrar e cair no chão. Atualmente, a vaquejada continua movimentando a economia e a cultura no Nordeste brasileiro. O filme se concentra num grupo que trabalha nos bastidores. Um dos personagens centrais, Iremar, é responsável por limpar e preparar o rabo do boi antes de ele ser solto nessa arena. Seu grande sonho é ser estilista de moda no Polo de Confecções do Agreste. “O filme se alicerça num cenário contemporâneo de prosperidade econômica regendo signos, desenhando novas relações humanas, afetos e desejos”, enfatiza o diretor, que rodou o longa em cidades como Bezerros, Pombos, Santa Cruz do Capibaribe, Campina Grande e Picuí.
Para narrar essa história, bastante construída no roteiro, Mascaro se vale de atores diversos e tem, como protagonistas, nomes em evidência no cinema atual, Juliano Cazarré, Maeve Jinkings e Vinicius de Oliveira. “Esse filme, em especial, precisava ser preenchido com o talento dos atores que foram escolhidos, e esta ressignificação de figura pública notória de alguns dos atores, mais especificamente no caso de Cazarré, combina muito com a premissa do filme”, explica sobre a escolha. “Da mesma forma que, para mim, foi um grande deslocamento, para eles talvez tenha sido ainda maior. Tivemos a preparação de elenco de Fátima Toledo e Marçal Costa, e, seguramente, foi uma experiência muito marcante para todos”, complementa sobre como foi o trabalho com eles.
Gabriel Mascaro não para. Além de lançar “Ventos de Agosto” e de montar o novo longa, participará de um programa de Residência Artística no Wexner Center for Arts, no EUA, e será pai novamente. De fato, não parará tão cedo.
Assista aqui o trailer de “Ventos de Agosto”.

Por Gabriel Carneiro
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