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Programa Água Doce diagnostica quase 3 mil comunidades

Representantes se reúnem em Brasília para avaliar os desafios, definir estratégias e planejar ações de implantação do programa.

Gestores de órgãos federais, estaduais e municipais, coordenadores e técnicos do Água Doce nos nove estados atendidos pelo Programa, representantes das empresas contratadas e membros das comunidades beneficiadas estão reunidos para avaliar os desafios, definir estratégias e planejar as próximas ações de implantação do programa no semiárido brasileiro.
Até o momento foi realizado o diagnóstico de 2.947 comunidades rurais em 248 municípios que enfrentam a seca.  Até o final de 2015, teremos 3.600 comunidades diagnosticadas. O VI Encontro Nacional do Programa Água Doce acontece até quinta-feira (27), em Brasília (DF).
A grande arma para garantir a sustentabilidade deste programa, que tem um importante trabalho social e ambiental, é o fato de a comunidade se apropriar do equipamento, da metodologia e da gestão do sistema. "As comunidades são os grandes beneficiados. Não é justo que eles dependam de um prefeito, ou de qualquer outra pessoa que não vive essa realidade e não depende desse sistema para viver, para trocar uma torneira ou operar o dessalinizador", destacou o consultor do Ministério do Meio Ambiente para o Programa Água Doce, Everaldo Rocha Porto.
O programa é composto de três fases:
  • diagnóstico
  • implantação
  • recuperação dos sistemas e manutenção

“São informações aprofundadas dessas regiões. Esses estudos nos permitem conhecer a realidade do nosso semiárido e, assim, estabelecer políticas públicas acertadas”, destacou o diretor de Revitalização de Bacias do Ministério do Meio Ambiente, Renato Saraiva.
Dos nove estados conveniados, três, Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, já concluíram os diagnósticos e iniciaram as obras de implantação dos sistemas. Outros três, Alagoas, Sergipe e Bahia, estão finalizando os diagnósticos com obras a iniciar. Piauí segue com os diagnósticos em andamento. Minas Gerais e Pernambuco, os últimos a assinarem os convênios, iniciam a primeira fase (diagnóstico) em 2015.
Realidade das Comunidades
“A gente disputava água nas barreiras e nas barragens com os animais, os insetos. Empurrava com balde sapos e cobras para poder pegar, quando encontrava essa água barrenta, para beber. A população vivia doente. Depois do Água Doce não tivemos mais problemas de diarréia e nem de barriga crescida”,  contou o representante da Comunidade Impueiras, no município de Estrela de Alagoas, em Alagoas, Cícero Pinheiro da Silva, fazendo referência à esquistossomose, doença de veiculação hídrica que era comum na região.
“Antigamente nós estávamos largados lá no sertão, ninguém de fora ia ver a gente, ninguém passava por lá. Agora a vente vê helicóptero chegando lá na comunidade, secretário de estado, deputados, governador, gente de faculdade indo ver o projeto de sucesso implantado lá”, relatou.
“O Água Doce é um milagre de Deus. Na nossa comunidade os açudes estão secos. A única água que temos para sobreviver, e somos mais de cem famílias, vem do poço e do dessalinizador do Água Doce. Apesar da péssima qualidade da água, da pouca vazão do poço, nunca ficamos desassistidos, graças ao programa”, afirmou Eva Toscano, representante da Associação de Mulheres da Comunidade de Caatinga Grande, em São José do Seridó, no Rio Grande do Norte.
Programa Água Doce
O Programa Água Doce estabelece uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação e gestão de sistemas de dessalinização, prioritariamente em comunidades rurais difusas do semiárido brasileiro.
O PAD é uma das iniciativas que compõe o Programa Água Para Todos, no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria que visa o combate da pobreza extrema, a redução das desigualdades sociais e a promoção da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
Fonte:
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Exposição de fotografia sobre violência contra mulheres será aberta dia 27 de novembro


Exposição de fotografia sobre violência contra mulheres será aberta dia 27 de novembro
 A exposição de fotografias “Violência contra as Mulheres: Como enfrentar e Prevenir”, resultado do Concurso Prêmio Fotográfico promovido pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, será aberto nesta quinta-feira (27), às 18h, no Mezanino da Fundação Espaço Cultural, em João Pessoa.


A exposição marca a mobilização pelos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres na Paraíba, que teve início na última quarta-feira (19), em Montadas, com o serviço de atendimento das unidades móveis às mulheres rurais vítimas de violência doméstica.


Durante a exposição será feita a distribuição de cartões postais relativos aos selecionados no Concurso Prêmio Fotográfico. As vencedoras serão premiadas, assim como os selecionados no edital para produção de Obras Audiovisuais inéditas de curta metragem com o tema: “Violência contra a Mulher: O que fazer?”.


O Concurso Fotográfico “Como enfrentar e prevenir a violência contra as mulheres” foi realizado de acordo com edital nº 006/2013. A Comissão de Avaliação, composta por integrantes da Semdh, Funesc, UFPB e Cunhã Coletivo Feminista, pontuou as 12 fotografias inéditas produzidas por fotógrafos profissionais ou amadores.


As vencedoras foram: 1º Lugar, a fotografia “Não Mais ao Amor Violento”, de Rosemaire Wanderley Felix; em 2º Lugar, a fotografia “Não Permito”, de Mônica dos Santos Lins; e em 3º lugar, o vencedor foi Jocieldes Alves de Araújo, com a fotografia “Unidos Contra a Violência”.


A primeira colocada receberá R$ 1.600,00, o 2º lugar R$ 1.050,00 e o 3º lugar R$ 600,00. A premiação conta com recursos do convênio firmado entre a Secretaria de Políticas para as Mulheres/PR e Governo do Estado.


Os vencedores do concurso do edital de Obras Audiovisuais inéditas de curta metragem com o tema: “Violência contra a Mulher: O que fazer?” foram em primeiro lugar Libia Cecilia Bandeira T. da Nóbrega com o projeto:"Violência simbólica no Cotidiano: o que você sente e o que você faz?"; em 2º Lugar, a vencedora foi Yluska Laisy Gaião de Figueiredo com o projeto "O Prazer é Todo Meu"; e em 3º Lugar,Kenia Kalyne Gomes de Almeida com o projeto "Velhos Tempos". O valor a ser repassado para produção dos vídeos é R$ 6.400,00, líquido; e R$ 8.594,00 bruto.


Mobilização - A mobilização anual pelos 16 dias de ativismo é realizada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados no enfrentamento à violência contra mulheres. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dosHomens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.


Unidades Móveis –A unidade móvel de atendimento às mulheres trabalhadoras do campo e da zona rural vítimas de violência doméstica continuam oferecendo atendimento psicossocial, jurídico, orientação e palestras. As próximas cidades que serão atendidas: Acaú-Pitimbu, Taperoá, Araruna, Picuí, Boqueirão, Boa Vista e Rio Tinto. As unidades móveis foram entregues ao Governo do Estado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), dentro do programa “Mulher, Viver sem Violência”. Dentro das unidades é disponibilizado atendimento de delegados, promotores, juízes, psicólogos e assistentes sociais.



Confira o calendário de atendimentos:

ACAÚ – PITIMBU 26/11

TAPEROÁ 28/11

ARARUNA 29/11

PICUÍ 05/12


BAIA DA TRAIÇÃO 11/12


AREIAL 12/12

BOQUEIRÃO 16/12

BOA VISTA 17/12

RIO TINTO 19/12


Secom-PB
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Articulação Semiárido Brasileiro: 15 anos de pequenas ações e grandes conquistas!


Monyse Ravena
Asacom

 
“Somos uma rede imbuídos da lógica da solidariedade do trabalho coletivo, das trocas de conhecimento, da construção de unidade dentro da diversidade, do respeito às culturas e aos diversos biomas do Semiárido, do saber partilhado”, assim Valquíria Lima, da coordenação executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais, define a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que completa hoje (26/11), 15 anos de uma rica trajetória na luta por um Semiárido mais justo e bom de se viver. 
Uma caminhada que não começou em 1999, mas que atravessou e rompeu com uma história de séculos de exploração e negação de direitos. A história das secas no Semiárido brasileiro é tema constante nos relatos produzidos sobre a região desde o século XVI por pesquisadores/as e historiadores/as. Como consequências desse quadro de estiagem, quase constante, a região era, frequentemente, assolada pela migração desenfreada, doenças epidêmicas, fome, sede, miséria. 
Somente no século XX, o Estado brasileiro, começa a ter uma presença mais constante no campo e na região semiárida, em particular. Em 1909, foi criada a Inspetoria de Obras contra a Seca (IOS), que em 1945 passou a se chamar Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Desde esse período, a concepção do “combate à seca” regeu a ação governamental, deixando claro quais eram os objetivos e os meios utilizados na implementação das políticas voltadas à região: a seca deveria ser combatida por meio de grandes obras hídricas, em especial, a construção de açudes, feitas, praticamente, sem estudos prévios das áreas e usados como moeda de troca entre os governos da época e os coronéis do sertão.
Em 1959, é criada a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), um órgão que atuava na perspectiva da promoção do desenvolvimento regional. Ela foi palco de uma das mais fortes manifestações do povo do Semiárido em sua luta por justiça e direitos: sua sede, na cidade do Recife, foi ocupada em 1993 por trabalhadores e trabalhadoras rurais que atravessavam mais um cruel ciclo de seca, sem que o Estado brasileiro propusesse as políticas necessárias. A ocupação da Sudene foi um dos grandes marcos históricos das lutas dos povos do Semiárido.
No dia 26 de novembro de 1999, a cidade do Recife sediou a 3º Sessão da Conferência das Partes das Nações Unidas da Convenção de Combate à Desertificação (COP3). Na ocasião, a sociedade civil se reuniu em um Fórum paralelo à Conferência. A ASA surge, oficialmente, nesse Fórum e lança o documento chamado “Declaração do Semiárido”. 
 
De acordo com Roberto Malvezzi (Gogó), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o nascimento da ASA encontrou uma conjuntura favorável no Brasil, pois não se vivia mais sob a égide da ditadura militar e a sociedade civil buscava incessantemente alternativas para acabar com a fome, sede e miséria no sertão. “A grande diferença é a social. O povo do Semiárido estava totalmente entregue às fatalidades do clima. Ninguém apresentava uma esperança, uma solução. Foi a sociedade civil organizada na ASA que tomou a iniciativa de propor a "convivência com o Semiárido". O resultado nós já sabemos. De forma dispersa, já tínhamos muitas iniciativas, inclusive a de captação da água de chuva para beber. Também já tínhamos ensaios de agroecologia, da criação de animais adaptados, sem falar na antiga luta pela terra. Mas tudo se ampliou, ganhou novos focos a partir da lógica explícita da convivência. Melhor, ganhou escala. Sozinhos fazíamos boas experiências localizadas, juntos temos propostas para toda região Semiárida”, afirma.
Após a COP3, a ASA, representada por grupo de organizações em diálogo com debates e propostas vindos dos estados, formulou a proposta do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas (P1MC), com metas, números, abrangência e forma de execução.
O I e o II Encontro Nacional da ASA (EnconASA) que aconteceram nos anos 2000 e 2001, ambos em Igarassu, Pernambuco tiveram o papel de discutir a forma de organização da ASA e a estruturação do P1MC. A partir de 2003, o Programa ganhou escala e desde então o número de cisternas passou a se multiplicar e transformar a paisagem do Semiárido. Hoje, já são mais de 800 mil cisternas de placa.
Decanor Nunes, que integra a coordenação estadual da ASA Minas Gerais, participou do III EnconASA, em São Luís, no Maranhão. Avaliando a trajetória da ASA nesses 15 anos ele afirma que a presença da ASA no Semiárido oportunizou a todo o povo da região a capacidade de exercer seu protagonismo e a lutar pelo direito à água, a terra e as políticas públicas. “A ASA nos trouxe a oportunidade de perceber que pequenas ações, nos despertam para lutas maiores. A ASA não quer discutir apenas tecnologias, não quer que apenas as cisternas encham, por isso, a comunicação que a ASA faz é tão importante. Ela faz com que as pessoas se organizem, se emancipem. É importante essa comunicação que não se importa só com o  produto, mas que privilegia o trabalho em rede.”, afirma Decanor.
Em 2003, a cidade de Campina Grande acolhe o IV EnconASA que teve como tema “Agricultura Familiar: Construindo a Segurança Alimentar no Semiárido Brasileiro”. Esse é o primeiro Encontro Nacional que conta com a participação de agricultores e agricultoras e também com as visitas de intercâmbio dentro da programação, uma metodologia que estimula a troca de conhecimentos e o saber popular. “Nesse encontro nós demos um salto tanto do ponto de vista da formação interna quanto na visibilidade e no diálogo com a sociedade. Esse foi um EnconASA de discussões estratégicas”, afirma Antônio Carlos de Melo, do Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades (Patac), entidade que integra a ASA Paraíba. 
“Reforma Agrária: Democratizando a Terra e à Água no Semiárido Brasileiro”, foi o tema do V EnconASA, que aconteceu em Teresina, no Piauí, em 2004.  O Cariri cearense acolhe a VI edição do Encontro Nacional que, em 2006, já contava com 600 participantes. Em 2007, a ASA dá início a execução do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), voltado para implementação de tecnologias de produção de alimentos de base agroecológica, conhecidas também como segunda água ou água para produção. Atualmente, o P1+2 já implementou cerca de 70 mil tecnologias. Junto com o P1+2 é instituída a rede de comunicadores e comunicadoras populares e se materializa a proposta de sistematizar as histórias de vida das famílias da região, contadas a partir do boletim Candeeiro. 
VIII EnconASA aconteceu em Minas Gerais | Foto: Josy Manhães
Em 2009, na comemoração dos 10 anos da Articulação, Juazeiro da Bahia sedia o VII EnconASA. Já em 2012 o Encontro chega as terras mineiras com o tema “Convivência com o Semiárido Brasileiro – trajetórias de luta e resistência para superação da pobreza e construção da cidadania” e teve um papel importante na redefinição de estratégias no campo político e de proposição de novas ações. O próximo EnconASA será realizado em 2015, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, com o tema “ASA 15 anos: Ampliando a Resistência, Fortalecendo a Convivência”. 
Hoje, a ASA é uma rede que congrega cerca de 3000 organizações em 10 estados brasileiros e está presente em mais de 1000 municípios. E atua em parceria com o Governo Federal, governos estaduais e com outras organizações, redes e movimentos sociais. Está presente, como organização da sociedade civil no Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), no Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), entre outros.
Entre o caminho já percorrido e os sonhos e expectativas vindouros, A ASA contribuiu para a mudança na vida de milhares de famílias do Semiárido e para a mudança de compreensão sobre o que é essa região do Brasil. A ASA fez história, no melhor dos sentidos. “Houve uma mudança de concepção em relação ao Semiárido que nós operamos nesses 15 anos. Não se fala mais do Semiárido coitadinho, do Semiárido miserável. Hoje já se fala no Semiárido que é espaço de acolhimento e vida digna para as pessoas e quem colocou essa semente, regou essa semente e brigou por ela fomos nós da ASA”, avalia Naidison Baptista de Quintella, coordenador executivo da ASA pelo estado da Bahia.
Que venham mais 15, 20, 30, 100 anos de conquistas e de caminhar junto com os homens e mulheres que formam a Rede ASA. “Somos uma Rede. Uma Rede de gente, de povo, de cultura, de sonhos, lutas e de esperanças. Rede porque nos entrelaçamos. Povo e gente porque somos desse chão, dessa terra, desses sertões. Somos uma rede porque temos um projeto político para o Semiárido Brasileiro”, conclui Valquíria Lima.
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O significado dos 15 anos de ASA pela Coordenação Executiva

Gleiceani Nogueira - Asacom

Há 15 anos o sonho de construir um Semiárido viável, a partir da valorização do saber do seu povo, uniu diversas entidades e movimentos sociais na formação da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Durante sua trajetória, a ASA conseguiu pautar o Semiárido e a convivência na perspectiva de políticas públicas. Esse é um dos aspectos marcantes na sua história, assim como a construção de uma nova imagem do Semiárido, mostrando que é ela é uma região viável e produtiva, contrapondo-se a imagem negativa simbolizada pela terra rachada, gado morto e pessoas infelizes. Hoje, as imagens do Semiárido não são as mesmas. A região passou a ser mostrada de dentro pra fora, sob a ótica de um povo que passou a sentir orgulho de dizer: eu sou agricultor, eu sou agricultora, eu sou do Semiárido! Outro aspecto fundamental, que mantém a rede viva e pulsante, é a capacidade de se manterem unidos, mesmo na diversidade que está presente nos rostos, nos debates e nas lutas das diversas organizações e pessoas que formam a ASA.  Essa história é escrita por muita gente, entre elas, a Coordenação Executiva da ASA, formada por representantes das ASAs Estaduais. Cada coordenador e coordenadora falou do significado desses 15 anos. Confira abaixo os depoimentos.

ASA Alagoas - “Pensar o que significa 15 anos de ASA, primeiro vem pra mim, a construção de uma identidade dos diversos rostos que existem no Semiárido. Vejo também a ASA, nesses 15 anos, enquanto garantia das diversas vozes, dos diversos povos que temos nesse Semiárido. Cada um tem sua identidade, mas juntos formamos uma unidade naquilo que é comum a todos. E junto a isso a gente busca as políticas e fazemos juntos a gestão, que não é fácil, mas a gente aprendeu a fazer esse exercício. Então pra mim é isso, é o fortalecimento de uma região, de um território, onde tem uma diversidade enorme e o respeito do que é mais íntimo de cada um". (Maria de Lourdes, da COPPABACS e da coordenação da ASA pelo estado de Alagoas) 

ASA Bahia - “Uma dimensão importante nesses 15 anos é que conseguimos construir, incidir e executar políticas. Nós não ficamos nos projetinhos, nas coisinhas miudinhas. Nós fomos assumindo desafios cada vez maiores e foram sendo colocados pra nós desafios grandiosos. E nós fomos capazes de angariar parcerias das mais variadas. Então vamos falar aí na Febraban [Federação Brasileira de Bancos], no Consea, nos vários Conselhos, vamos falar de parcerias das mais variadas que conosco construíram uma dimensão da convivência com o Semiárido. E mais do que isso construíram a dimensão de uma política de captação de água pra convivência com o Semiárido assinada pela Presidência da República. Não é uma conquista pequena, é uma conquista grande. Olhando o estado da Bahia, a gente se sente muito orgulhoso de integrar a ASA nacional e integrar a ASA mudou a vida das organizações da Bahia. Nós hoje somos um grupo de organizações coeso, nós caminhamos coesamente, naturalmente com nossas divergências, e com nossos debates e questões, mas nós enfrentamos o governo, nós fazemos proposição, nós fazemos debates, e as organizações se sentem orgulhosas de integrar a ASA e de construir essa perspectiva de convivência com o Semiárido”. (Naidison Baptista, do MOC e da coordenação da ASA pelo estado da Bahia)
ASA Maranhão - “Nós do Maranhão nos sentimos honrados em participar dessa coletividade, apesar dos encontros e desencontros, a gente tem a sensibilidade de compreender que a ASA Brasil não é só a questão de conquista de projeto e sim a unificação dos 10 estados que estão totalmente interligados e discutem e debatem políticas públicas e a viabilidade para o home do campo. E nos sentimos honrados nesse sentido porque compreendemos que a ASA Maranhão contribui direta ou indiretamente para a construção de políticas públicas para o Semiárido”. 
(Juvenal Neres, coordenador da ASA pelo estado do Maranhão) 
ASA Minas - “Manifestamos o desejo coletivo de construir uma rede de solidariedade, baseada em uma nova forma de se organizar e vivenciar espaços de poder, através da descentralização, da conectividade, da autonomia, da transparência, da cooperação, da fraternidade, do saber partilhado, das lutas, resistências e enfrentamentos, encarnada em cada comunidade, cada grupo, cada organização, que desperta nosso olhar e nos motiva a defender a vida, a água, a terra, o alimento e os direitos dos povos do Semiárido”. 
(Valquíria Lima, da Cáritas Regional Minas Gerais e da coordenação da ASA pelo estado de Minas Gerais)
ASA Paraíba - “Um aspecto importante nesses 15 anos pra mim é celebrar. É a celebração das conquistas, mas é também uma celebração que nos desafia para o futuro. Hoje a gente inicia uma luta em defesa das sementes crioulas que é tão importante pra fortalecer a agricultura familiar e que a gente vai, cada vez mais, precisar intensificar essa luta dentro dessa política de convivência com o Semiárido. A outra coisa também, na perspectiva do futuro, é que não dá pra conviver com o Semiárido se a gente também não luta pela terra. Então a luta pela terra é algo que a gente também precisa enfrentar por mais que tenham mudado as relações sociais no campo, mas a gente sabe que ainda tem a figura de posseiros. E também não perder de vista o nosso papel enquanto rede, enquanto organizações em defesa de uma assessoria técnica e sócio- organizativa na perspectiva da construção do conhecimento de valorização da agroecologia”.(Glória Araújo, do PATAC e da coordenação da ASA pelo estado da Paraíba)

ASA Pernambuco - “No Semiárido, antes da ASA, se tratava as coisas como combate à seca. As informações que se tinha do Semiárido eram informações de fora pra dentro e quando se vê o semiárido de fora pra dentro se vê da forma que quem é de fora quer mostrar. A terra de miseráveis, a terra de pessoas pobres, de menino buchudo, de açude seco, de vaca magra, de morte, de destruição, da caatinga seca, essa era a imagem que se queria mostrar. E por que se queria mostrar essa imagem? Pra fora e até mesmo pra quem vive no Semiárido entender isso e achar e aceitar que o Semiárido tinha essa situação. Mas se a gente fizer um paralelo do que era o Semiárido há 15 anos e o que Semiárido hoje com certeza vai ser muito fácil identificar as mudanças. Hoje eu já consigo compreender que as imagens do Semiárido não são mais de fora pra dentro. É uma imagem de dentro pra fora. E eu não coloco que a ASA foi a única responsável por isso, mas pra mim foi a grande responsável por essa transformação, de mostrar as famílias felizes, produzindo, com a cisterna para o consumo humano, com as implementações para produção”.(Manoel Barbosa dos Anjos, do Cecor e da coordenação da ASA pelo estado de Pernambuco)
ASA Potiguar (RN) - “Pra mim, a ASA tem a importância, de vir ao longo desses 15 anos, contribuindo com a mudança de um conjunto de paradigmas que se tinha, por exemplo, de que você precisava combater à seca. Você não convivia com o Semiárido. Assim como, a negação de algumas coisas, como a reforma agrária. E a gente traz esse debate, assim como outros debates de uma produção mais sustentável, de uma educação contextualizada. A ASA traz essa perspectiva de organização da sociedade civil pra lutar por direitos. Outra questão importante é a missão que a ASA tem e que conseguiu trabalhar ao longo desse período de uma década e meia, de conseguir unificar a sociedade civil em torno do bem comum, do acesso à agua enquanto direito, por exemplo, e criar uma identidade em nossa região, onde você tem dez estados, com culturas diferentes, mas você consegue unificar esses dez estados. Às vezes, a gente diz que a ASA congrega três mil organizações. Talvez três mil tenha o menor estado, que é o Rio Grande do Norte. Então você unifica ai dez mil microrregionais, cento e tantos municípios, centenas de associações. E a gente consegue unir tudo isso em torno de um projeto de convivência com o Semiárido, que se materializa através de uma ação, quer seja de cisternas, quer seja qualificando o nosso povo pra ir pros espaços de debate, de luta, por conquista de novos direitos. Essa identidade é, na minha concepção, um pouco de mística que existe na ASA, que consegue manter essa rede”. (Paulo Segundo, da Terra Viva e da coordenação executiva da ASA pelo estado do Rio Grande do Norte)

ASA Sergipe - “A gente sempre escuta nos nossos debates que a Articulação Semiárido vem proporcionando para o estado de Sergipe, para as comunidades rurais, uma transformação de vida. E esse sentimento não é só das pessoas que estão nas representações, mas nas bases. As comunidades têm esse sentimento. As comissões [municipais] têm esse sentimento de pertencimento, da importância, da grandiosidade que a Articulação Semiárido vem proporcionando para as famílias. E fazer parte desse contexto, dessa história, dessa transformação, é muito bom. No entanto, sabemos que os desafios estão postos e precisamos amadurecer cada vez mais, acumulando, refletindo pra avançar. E a ASA tem esse poder de mobilização, de chamar o povo pra refletir e construir caminhos que venham transformar a vida dos nossos agricultores e nossas agricultoras do Semiárido”. (Angelita Valadares, do SASAC e da coordenação executiva da ASA pelo estado de Sergipe)
Fórum Piauiense - “Acho que a ASA nesses 15 anos tem consolidado uma história de vida nova, uma história de conquistas, uma história de muita luta, mas também uma história de vitórias. Hoje nós temos uma articulação que luta pra garantir a sua identidade, o seu projeto político, dentro de uma rede que é diversa, mas que busca manter essa unidade dentro dessa diversidade. Nós fizemos recentemente um debate muito rico nesse sentido. O Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido já existia antes da criação da ASA. Desde 1984/1985 a gente já tinha o fórum como essa articulação em prol da convivência com o Semiárido. O Fórum sempre foi um espaço onde se encontram os desejos de várias manifestações políticas, de várias manifestações de conquistas e com a criação da ASA esse desejo de cisternar a possibilidade da convivência com o Semiárido se fortaleceu, sobretudo, porque houve uma unidade de concepção de entendimento, de que os fóruns estaduais, as ASAs estaduais, têm suas diversidades, mas que tem uma unidade de projeto político. Eu acho que o que dá hoje vida e sentido à ASA é exatamente essa sintonia de pensamentos diferentes, mas que comungam pra um mesmo objetivo, que é o bem da vida das pessoas, sobretudo, do povo do Semiárido brasileiro. (Carlos Humberto, da Cáritas Regional Piauí e da coordenação executiva da ASA pelo estado do Piauí)
Fórum Cearense - “A ASA traz a pauta do Semiárido, a pauta da convivência e consegue dar expressão política a essa pauta. Eu acho que isso é muito importante, tanto no campo da sociedade civil, porque ela congregou, juntou todo mundo, deu essa unidade numa diversidade enorme, mas acho que a gente conseguiu construir uma unidade que nos deu uma identidade pra dialogar com outros sujeitos. Pra dialogar, principalmente, com o governo no debate das políticas públicas. Eu acho que a gente tem que reafirmar isso, de que a ASA deu uma expressão à pauta da convivência, a pauta desse semiárido de possibilidades, desse outro olhar para o semiárido. Pra dentro da rede, no âmbito das pessoas, dos sujeitos desse lugar, eu acho que a nossa contribuição enquanto ASA é extraordinária no campo da autoestima, das pessoas acreditarem que a política pública pode sim acontecer, que ela pode chegar, que as pessoas são sujeitos de direitos. Também nesse aspecto, a gente contribuiu pra fortalecer a importância da sociedade civil nessa relação com as políticas públicas”. (Cristina Nascimento, do Cetra e da coordenação executiva da ASA pelo estado do Ceará) 
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Articulações estaduais da ASA BRASIL comemoram aniversário com mobilizaçõe

Ronaldo Eli*

Nas comemorações pelos 15 anos da Articulação Semiárido Brasileiro, as articulações estaduais realizaram movimentações rápidas, conhecidas como "flash mob". As ações buscavam dialogar com a sociedade a partir das perguntas: Você tem fome de quê? Você tem sede de quê?
Cada Estado imprimiu sua identidade e suas reflexões a partir deste tema, compondo um mosaico de encenações, declarações, músicas, danças e compartilhamento de pensamentos e alimentos, alimentos para corpo e espírito. Veja abaixo um pouco do que aconteceu:
 


Na Praça Dr. Carlos Versiani, em Montes Claros, a ASA Minas executou a coreografia "Revolucionários de sombrinha", e contou com a presença do Grupo de Maracatu Famiguê e dos jovens do Grupo Fitas e da Pastoral do Colégio Marista.





  "Se o campo não planta, a cidade não janta!"
A ASA Bahia evidenciou as ações de promoção da produção de alimentos agroecológicos promovidos em 15 anos de Articulação, distribuindo 500 kits na cidade de Feira de Santana. Cada kit continha, em uma sacola personalizada, algumas informações sobre a Articulação e alguns produtos de agricultores que utilizam técnicas agroecológicas, livres de agrotóxicos.  




Agricultores e agricultoras do estado de Alagoas realizaram, em Arapiraca, o flash mob com o objetivo de chamar a atenção aos perigos do uso de agrotóxicos na região. O ato contou com a presença de jovens da AAGRA (Associação de Agricultores Alternativos) e MPA (Movimento de Pequenos Agricultores) que encenaram mortes por envenenamento. Agricultores/as do Médio e Alto Sertão e do Agreste também participaram entregando alimentos saudáveis da agricultura familiar.






 


Em Fortaleza, Agricultores e Agricultoras tomaram a praça do Ferreira, uma das mais movimentadas da capital, e construíram uma cisterna de placas em homenagem aos 15 anos da ASA. A ação contou com a participação de mais de 200 pessoas.

 





Em São Luís, a ASA Maranhão colocou em pauta a necessidade de garantir água potável para consumo humano. Literalmente, os militantes pararam o trânsito para distribuir material informativo e conversar com a população.



  


A Asa Sergipe realizou o flash mob no centro de Aracaju, denunciando o uso abusivo de agrotóxicos no país e ressaltando que é possível plantar e colher de forma saudável, como fazem muitos e muitas agricultores/as familiares.






  O Cine Teatro Guarany, na cidade de Triunfo, serviu de suporte para a ASA Pernambuco apresentar à sociedade as perguntas que guiaram o flash mob. Também foram distribuídos kits com alimentos e materiais informativos.


 



ASA Potiguar realizou sua ação relâmpago na Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA onde simulou a pulverização de agrotóxicos nos pratos de quem almoçava no restaurante universitário. A ação buscou chamar atenção para o perigo do consumo de produtos cultivados com pulverização de agrotóxicos.
A mobilização abriu o Encontro Estadual da ASA Potiguar, que acontece dos dias 26 a 28 de novembro na UFERSA.





























O Fórum Pauiense pela Convivência com o Semiárido colocou a discussão da segurança hídrica representando nas ruas e no transporte coletivo a sina das mulheres sertanejas que carregavam água por quilômetros em latas d'água levadas nas cabeças. Assim, membros/as do Fórum circularam com baldes, alertando para o sofrimento de ter que procurar água em grandes distâncias, e a importância de políticas que facilitem o acesso à água.


 
Na Paraíba, Campina Grande, foi o lugar escolhido. O mapa do Estado foi estendido no chão da Praça, com imagens que já não representam o cenário de  fortalecimento da região semiárida brasileira: fome, desolação, etc. Os participantes preencheram o mapa com os alimentos e símbolos do modelo de convivência com o semiárido que a ASA vem ajudando a construir. Ao final do ato, os alimentos foramlevados pelos transeuntes que passavam ali naquele momento.



*Com informações enviadas por cada Estado
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Mobilização na UFERSA alerta sobre os perigos dos agrotóxicos

Stefanya Neves e Camila Paula - comunicadoras populares da ASA

Mossoró | RN

A ação aconteceu na Universidade federal Rural do Semiárido | Foto: Asa Potiguar
Nesta quarta-feira, 26, a Articulação Semiárido Brasileiro completa 15 anos de vida. Em comemoração, intervenções de curta duração (Flash’s Mob), foram realizadas em todos os estados que compõem o semiárido.  Seguindo as perguntas “Você tem fome de quê?” e “Você tem sede de quê?” a ASA Potiguar realizou sua intervenção no Restaurante Universitário da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) trabalhando a temática da agroecologia.
Na ocasião comunicadores (as) populares, agricultores (as) e o movimento estudantil da UFERSA simularam a pulverização de agrotóxicos na alimentação dos estudantes, com o objetivo de alerta-los sobre os perigos que essa prática traz para a saúde das pessoas do campo e da cidade.  Com as palavras de ordem “Comida com veneno não dá mais pra aceitar, quero agroecologia com a agricultura familiar” o grupo anunciou a agricultura familiar agroecológica como a alternativa para segurança e soberania alimentar.
“A princípio a galera ficou espantada vendo o cara pulverizar veneno na comida deles mesmo que hipoteticamente, mas com o anúncio feito pelo grupo no final o pessoal entendeu a mensagem, aplaudiu e muitos acabaram entrando na roda”, afirmou o estudante Guilherme Severo. A mobilização gerou o debate entre os universitários que passaram a se questionar sobre o modelo atual da produção de alimentos.
Ainda dentro das comemorações dos 15 anos da ASA, os estudantes foram convidados a participar do Encontro Estadual da ASA Potiguar, que acontece no Auditório Amâncio Ramalho, também na UFERSA, até a próxima sexta-feira 28 de novembro.

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CONVOCATÓRIA DO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA, BELÉM – AMAZÔNIA

DIVERSIDADE E SOBERANIA NA CONSTRUÇÃO DO BEM VIVER
IX CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA, BELÉM – AMAZÔNIA
Belém, 10 de Novembro de 2014.
COMISSÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA (CTC) DO IX CBA
1ª CONVOCATÓRIA
Como é do conhecimento de todos, o IX Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) será realizado em território amazônico – no município de Belém – PA, no período de 28 de setembro a 01 de outubro de 2015. E Como parte do processo de preparação do evento, a COMISSÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA (CTC) do IX CBA vem a público divulgar as primeiras informações sobre o processo de submissão de trabalhos (RESUMOS EXPANDIDOS E RELATOS DE EXPERIÊNCIAS) para serem apresentados no evento e, consequentemente, publicados na Revista CADERNOS DE AGROECOLOGIA (ISSN 2236-7934), da Associação Brasileira de Agroecologia.
Calendário de atividades da CTC:
– divulgação das NORMAS DE SUBMISSÃO e MODELOS: mês de dezembro de 2014; – Submissão dos resumos e relatos: 02 de março a 13 de abril de 2015; – Revisão da Comissão e ajustes: 31 de maio de 2015; – Decisão Final da Comissão e definição das formas de apresentação (Oral ou Pôster): 15 de junho de 2015;
Pedimos que todos divulguem estes prazos o mais amplamente possível entre pessoas e instituições dedicadas ao tema. Em breve, estaremos divulgando maiores informações sobre a o assunto.
Contatos e sugestões podem ser enviados para o e-mail: ctcixcba@gmail.com, no entanto lembramos que a submissão deve ser realizada via sistema da revista Cadernos de Agroecologia. Atenciosamente, _________________________________________________________ Camila Vieira-da-Silva e Luís Mauro Santos Silva (Coordenação da CTC).
William Santos de Assis (Presidente do IX CBA).
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Grupo quilombola do RN lança cordel no Dia da Consciência Negra

Ranilson Saldanha - comunicador popular da ASA

Portalegre | RN

Dona Daza exibe orgulhosa os cordéis | Foto: Arquivo Sertão Verde
O município de Portalegre/RN é marcadamente formado por descendentes de negros e negras escravizados\as que ao longo dos últimos anos vem desenvolvendo atividades afirmativas de desenvolvimento das comunidades remanescentes de quilombolas pela preservação dos hábitos culturais nas atividades produtivas, sociais e manifestações artísticas. Nesta quinta-feira (20/11), no dia da Consciência Negra, a população da comunidade rural de Sobrado festejou a data com o lançamento do Cordel “As Amélias”, de autoria de D. Maria Fernandes Gomes ou D. Daza (58) no encerramento do curso de Gestão de Água para Produção de Alimentos, do P1+2, executado pelo Sertão Verde e a ASA. “Este é o 12º. livro que eu publico sobre Portalegre e nossa comunidade. Dessa vez eu falo mais do nosso grupo de mulheres”, disse a autora.
D. Daza é uma das moradoras da comunidade quilombola do Sobrado que por sua vez é um dos lugares aonde é forte a presença das raízes africanas. Ela conta no cordel que o grupo de mulheres “As Amélias” tem desenvolvido o trabalho de conservação da cultura africana. O nome do grupo não se refere a “Amélia” da música de Mário Lago. Muito pelo contrário, a Amélia homenageada foi uma antiga anciã que morreu com 101 anos e que dedicou a sua vida a rezar em crianças e produzir remédios a partir das plantas da região. “O nosso grupo é composto por 20 mulheres e está sendo fortalecido com os apoios da Secretaria de Ação Social e o Projeto P1+2 da ASA”, comentou D. Daza.
Segundo a poetisa, o grupo foi formado primeiramente para ajudar as mulheres da comunidade diante dos diferentes desafios que cada uma tem nas suas atividades. “A maioria é casada e quando tem um problema pode contar com o apoio das outras. Nos trabalhos desenvolvidos por cada uma tem agricultora, raizeira (faz remédios caseiros), manicure, artesã de crochê e tricô, boleira e confeiteira. Agora com os novos projetos estamos ficando mais fortes”, conta D. Daza, orgulhosa da diversidade de atividades. Recentemente o grupo começou a comercialização num espaço organizado dentro da feira livre de Portalegre.
As mulheres do grupo estão participando desta fase do Programa 1 Terra e 2 Águas. A tradição agrícola é forte e apresenta um potencial de um microclima diferenciado pela localização no Alto da Serra do município de Portalegre. “Esse apoio veio em boa hora”, disse D. Daza. Na atividade de encerramento do curso de gestão de água e lançamento do cordel “As Amélias” participaram o prefeito da cidade, Francisco Canindé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais; a equipe técnica do Núcleo Sertão Verde e moradores da comunidade quilombola de Sobrado.


Fonte: http://www.asabrasil.org.br
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Governo do Estado faz mobilização pelo fim da violência de gênero em Picui dia 03 de Dezembro


 Governo do Estado faz mobilização pelo fim da violência de gênero
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres começa nesta quarta-feira (19), em Montadas, com o serviço de atendimento das unidades móveis de atendimento às mulheres rurais vítimas de violência doméstica coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. A campanha é uma mobilização anual praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados no enfrentamento à violência contra mulheres.


Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.


A programação estadual prevê também formação de policiais, de integrantes da Rede Municipal de Atendimento às Mulheres Vitimas de Violência e rodas de diálogo com mulheres indígenas. Segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, durante os processos de formação e debates será discutida a questão do feminicídio (o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher), que está em debate no Congresso Nacional, em vista do PLS 292/2013, o qual pretende incluir no Código Penal a tipificação do crime conceituado como “forma extrema de violência de gênero que resulta na morte da mulher” – com pena de reclusão de 12 a 30 anos.


No dia 25 de novembro, será aberta uma Exposição de Fotografias e feita a distribuição de cartões postais do Concurso Prêmio Fotográfico “Violência contra as Mulheres: Como enfrentar e Prevenir”. As vencedoras serão premiadas, assim como os selecionados para produção de Obras Audiovisuais inéditas de curta metragem com o tema: “Violência contra a Mulher: O que fazer?”.


Unidades Móveis - A unidade móvel de atendimento às mulheres trabalhadoras do campo e da zona rural vítimas de violência doméstica oferecerão atendimento psicossocial, jurídico, orientação e palestras em mais oito cidades, além de Montadas: Pilões, Acaú-Pitimbu, Taperoá, Araruna, Picuí, Boqueirão, Boa Vista e Rio Tinto. As unidades móveis foram entregues ao Governo do Estado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), dentro do programa “Mulher, Viver sem Violência”. Dentro das unidades, será disponibilizado atendimento de delegados, promotores, juízes, psicólogos e assistentes sociais.



Calendário de visitas



VISITAS UNIDADE MÓVEL DATA


MONTADAS – CRAS 19/11


PILOES 21/11


ACAÚ – PITIMBU 26/11


TAPEROA 28/11


ARARUNA 29/11


PICUÍ 03/12


BOQUEIRÃO 16.12


BOA VISTA 17.12


RIO TINTO 02.12






Secom
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