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´Espetáculo´ de águas em Acari no semiárido do RN desaparece com seca histórica.

Açude Gargalheiras, no Seridó, tem apenas 5,6% da capacidade. ´Sangria´ do reservatório atraía milhares de turistas na cidade de Acari.
´ÀÀ dir., açude Gargalheiras em 2011, quando ainda ocorria a sangria, a cascata artificial; à esq., nos dias atuais, sob a seca (Foto: Canindé Soares e Anderson Barbosa/G1)
O sertanejo que mora no Seridó potiguar nunca sofreu tanto com a falta de chuvas. “Minha mãe dizia que nós tínhamos um mar de água doce na porta de casa, e que jamais nos preocuparíamos com a seca. Agora, só nos resta rezar”, lamenta o agricultor Fabiano Santos. Como ele, mais de 11 mil pessoas que vivem em Acari e 44 mil em Currais Novos dependem do açude Gargalheiras, que está com 5,6% da capacidade. As prefeituras dizem que a situação é desesperadora. O Seridó é uma das regiões mais afetadas pela seca no Nordeste, e fica no semiárido do Rio Grande do Norte, conhecido pela pouca folhagem e sombra da vegetação.
Para a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), a única solução é racionar. Nas duas cidades, a empresa impôs rodízios para não ter que suspender o abastecimento. Já o escritório local do Departamento de Obras Contra a Seca (Dnocs) diz que não há obras em andamento e a única coisa a fazer agora é torcer para que as chuvas venham logo. Na região, não há boas precipitações desde o início do ano. O Dnocs é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Integração Nacional e tem como papel principal executar políticas para o beneficiamento de áreas e obras de proteção contra as secas e inundações.
G1 foi ver de perto o mar dos seridoenses. A primeira parada foi em Acari, a pouco mais de 200 quilômetros de Natal. Eleito uma das sete maravilhas do estado em um concurso realizado por um jornal, o Gargalheiras (cujo nome oficial é açude Marechal Dutra) foi inaugurado em 1959. Ao longo de 55 anos, as águas transpuseram a parede da barragem, que tem 25 metros de altura, pelo menos 30 vezes.
A última sangria, em maio de 2011, com uma lâmina d´água de mais de 1 metro, formou uma cachoeira artificial que se tornou ponto turístico durante duas semanas. Agora a paisagem é outra. O reservatório, um dos maiores do estado, pode armazenar até 44,5 milhões de metros cúbicos de água, mas está no nível mais baixo da história (5,6%). A medição mais recente foi feita pelo Dnocs no dia 21 de outubro.
´Agora,
´Agora, só nos resta rezar´, lamenta o agricultor
Fabiano Medeiros (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Pelo tamanho do reservatório e importância econômica para toda a região, o sertanejo acreditou que os efeitos da seca haviam se tornado lembranças do passado. “A alegria do homem do campo foi embora, evaporou. Só ficou a preocupação”, afirma Francisco das Chagas Barbalho, de 59 anos.
Funcionário de carreira, ele trabalha há mais de 30 anos no escritório do Dnocs em Acari. “Na região, a última chuva considerável, cerca de 80 milímetros, caiu em janeiro. Aqui e acolá vem uma garoa, que não dá para nada. O Dnocs não tem o que fazer. É pedir a Deus um inverno bom”, acrescenta.
“A sangria do Gargalheiras é um espetáculo que atrai milhares de pessoas. Turistas movimentam a economia da cidade. A pesca se fortalece. Hoje não tem mais nada disso”, lamenta Celso Medeiros, que já presidiu a colônia de pescadores da região e agora toma conta de uma das pousadas mais tradicionais de Acari. “Há três anos aqui vivia cheio de gente. Os onze quartos da pousada estavam sempre lotados. Hoje não dá quase ninguém. Quem quer ver uma beleza dessa seca? É muito triste assim como tá”, afirma.
AçudeJosé Luiz é um dos poucos pescadores que ainda arriscam a sorte em Gargalheiras (Foto: Fred Carvalho/G1)
A tristeza de Celso é compartilhada pelo pescador José Luiz. Com 60 anos, ele nem precisa mais de canoa. Com o nível da água baixo, é possível descer pelas margens da barragem e andar pelo leito do rio. José é um dos que ainda arriscam passar horas lá e sair com poucos peixes na mão. “É necessidade. Mesmo dando muito, pouco ou quase nada, é daqui que eu tiro o sustento da minha família. Há três anos pescava até 30 quilos por dia de tilápia e camarão. Hoje nem chega a 5 quilos. Dá para comer um pouco e o resto a gente vende”, diz. Sentado numa pedra, quase embaixo da imponente parede do açude, ele deposita na fé a esperança de dias melhores: “Só Deus para nos ajudar”.
Francisco
Francisco Medeiros, o Titi, mostra o pouco do
camarão que conseguiu pegar
(Foto: Anderson Barbosa/G1)
Francisco Medeiros, conhecido como Titi, tem 50 anos e diz ser um dos pescadores mais ativos da região. “Pesco desde os 12 anos, e nunca vi uma coisa tão triste assim. Mal dá para viver. Sem dinheiro, atrasam as contas de água, luz e gás. Tem o seguro do defeso, que ajuda, mas que só começa a ser pago no mês que vem. Recebemos um salário mínimo por três meses quando a pesca é proibida por causa da desova. Este ano, como está muito ruim, estão dizendo que vão pagar quatro meses. Sei não”, comenta.
Enquanto aguarda pela recuperação do Gargalheiras, ele mostra o pouco do camarão que conseguiu pegar. “Com o açude cheio, o camarão é graúdo. E dá para pegar mais de 30 quilos. Hoje só tem assim, bem miudinho. Só serve para moer e fazer linguiça de camarão. É trabalho dobrado para ganhar bem menos”, reclama.
Ficha
Ficha - especial seca - Acari (RN) (Foto: G1)
Rodízio de água
A Prefeitura de Acari diz que busca parcerias para tentar minimizar os efeitos da estiagem. José Ari Bezerra Dantas, secretário de Agricultura, Meio Ambiente e Abastecimento do município, conta que desde o início da estiagem prolongada, ainda em 2012, 13 poços artesanais foram perfurados nas comunidades rurais. “Cinco poços foram perfurados pela Secretaria Estadual de Recursos Hídricos; os outros oito pelo Exército, por meio da Operação Pipa. Estamos tentando outros 15 poços no Dnocs”, afirma.

O secretário também destaca atuação da Operação Pipa no município, que por meio de carros-pipa retira água do Gargalheiras, leva para a central de tratamento da Caern e devolve à população abastecendo as cisternas das comunidades mais afastadas. Contudo, José Ari admite que as medidas não são suficientes. Para ele, a situação é mais preocupante do que se imagina. “É desesperadora. Pode perguntar para a Caern. Se não chover até o fim do ano, o Gargalheiras vai entrar no volume morto, que é uma água muito suja. Provavelmente será preciso intensificar o rodízio de água aqui no município”, acrescenta.
População
Gerente do escritório da Caern em Acari, Adelson Santos concorda com o secretário. Ele explica que o rodízio implantado até o momento é de 24 horas. Enquanto metade da cidade recebe água, as bombas são fechadas para a outra parte. No dia seguinte, a situação se inverte. “É necessária. Se não fosse esse sistema, já estaríamos sem água.”
Ficha
Ainda de acordo com Santos, o chamado volume morto é o resto, quando o manancial atinge menos de 5% de sua capacidade de armazenamento. Nesta condição, a água se torna imprópria para o consumo humano em razão da mistura com a lama e demais dejetos que estão no fundo do leito. “Ainda dá para utilizar, mas daí carece de um tratamento químico mais forte. No ritmo que vem baixando o nível, as águas do Gargalheiras devem chegar ao volume morto até o fim do ano”, estima.
“Se não chover até lá, é claro que a água vai baixar ainda mais, até chegar num ponto em que o tratamento será ineficaz. Daí não vai ter outro jeito senão suspender a distribuição de água em Acari. Isso, consequentemente, afetará também todo o município de Currais Novas”, complementa o gerente da Caern.
Situação crítica e prejuízos
Para o governo do Rio Grande do Norte, esta é a pior seca dos últimos 50 anos. Dos 167 municípios do estado, 152 estão em situação de emergência por causa da estiagem prolongada. O decreto, o sétimo consecutivo desde abril de 2012, foi publicado pela governadora Rosalba Ciarlini no final do mês passado.

A Secretaria Estadual de Agricultura estima um prejuízo de R$ 4,6 bilhões para a produção agropecuária potiguar, o que representa uma redução de 56,9% na contribuição do setor rural para a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no estado.
AçudeRodízio de água em Acari deve ser intensificado (Foto: Fred Carvalho/G1)
Reservatórios baixos
De acordo com o decreto, a maior parte dos reservatórios localizados no estado estão com percentual de armazenamento inferior a 50% da capacidade máxima. O documento acrescenta que, desses reservatórios, há 15 açudes com armazenamento inferior a 10% da capacidade máxima. O governo reforça que a situação tem deixado a zona rural dos municípios sem água para produção agrícola e pecuária e também para consumo humano.

Relatório da Caern de 13 de agosto revelou a existência de cinco municípios com colapso no abastecimento em virtude da escassez de recursos hídricos. A previsão é que mais oito cidades possam vir a ter seus sistemas de abastecimento de água interrompidos até dezembro. Até o momento estão em colapso no abastecimento os municípios de Rodolfo Fernandes, Tenente Ananias, Paraná, Antônio Martins e Carnaúba dos Dantas. Em novembro do ano passado, o G1 visitou nove cidades em colapso e constatou que, na maioria, a população precisava usar os recursos do Bolsa Família para comprar água.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) informou que os índices pluviométricos das cidades apresentam desvios negativos de até 35% abaixo da média. No decreto, o governo explica que as chuvas de inverno foram insuficientes para a formação de estoques de água potável para o suprimento da população rural nos principais reservatórios, tais como açudes, tanques, poços tubulares, barreiros e cisternas.
Fonte: G1
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Banho de bacia é rotina em Currais Novos RN 2ª maior cidade do Seridó Rio Grandense atingida pela seca

'Deixo a água descer pelo corpo. O que cai, uso novamente', diz moradora.Em Currais Novos, fornecimento de água é uma vez por semana.


Água do açude Dourado ainda é utilizada para abastecer parte da cidade. Pescadores e urubus tentam aproveitar o pouco que resta (Foto: Anderson Barbosa/G1)Água do açude Dourado, em Currais Novos, deixou de abastecer a cidade na terça-feira (28). Pescadores e urubus tentam aproveitar o pouco que ainda resta (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Dona Marli Medeiros, de 58 anos, tomar banho na bacia para aproveitar a pouca água que chega (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Dona Marli Medeiros, de 58 anos, toma
banho na bacia para aproveitar a pouca água
que chega (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Quem mora em Currais Novos, um dos maiores municípios da região Seridó potiguar, compreende a necessidade de  racionar água, mas reclama quando o esquema do rodízio falha. As bombas podem quebrar ou outros imprevistos acontecerem, fazendo a espera pelo reabastecimento ainda mais longa. No bairro José Bezerra, que fica na parte mais alta da cidade, os moradores dizem que não têm água nas torneiras há duas semanas.
Enquanto aguardam, há gente que toma banho em bacias para não desperdiçar nada. Outros deixam as torneiras permanentemente abertas para aproveitar qualquer gota que escorra pelo encanamento.
A falta de chuvas e o baixo nível de água no açude que abastece a cidade levaram a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) a adotar um sistema de rodízio semanal para que o fornecimento não seja suspenso por completo. Quem hoje recebe água pelas torneiras, só vai vê-la novamente daqui a sete dias. O município tem 44 mil pessoas.
A dona de casa Maria das Graças Araújo, de 61 anos, diz nunca ter passado por um período de falta d'água tão ruim. “Nunca sofremos tanto”, conta. “Tem que ficar pastorando, vigiando. A bica fica aberta o tempo todo. Se cair água, já vai para dentro do balde. Não podemos perder um minuto quando a água da Caern chega”, diz ela.
Na casa ao lado mora Marli Medeiros, de 58 anos. Ela conta que toma banho sobre uma bacia para aproveitar a pouca água que tem. “É assim todos os dias. A água que chega a gente guarda na caixa, em baldes, onde dá. Na hora de tomar banho, eu fico em pé em cima da bacia e deixo a água descer pelo corpo. O que cai na bacia uso novamente. No fim, a água já serve para dar descarga no banheiro e molhar as plantas”, explica.
G1 visitou o açude de Currais Novos, o Dourado, que fica a 170 quilômetros de Natal. A capacidade de armazenamento é de até 10,3 milhões de metros cúbicos de água, mas de acordo com a medição mais recente, feita no último dia 21 pelo Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs), há apenas 0,29% de água no local - já dentro do chamado volume morto. A Caern acredita que o Dourado deve secar por completo em menos de uma semana.
A água que ainda existe deixou de ser retirada e tratada pela companhia na terça-feira (28), mas já não servia para o consumo humano. "Dava apenas para os serviços domésticos, como lavar roupa, tomar banho e cozinhar. Para beber, nem pensar. Agora, não serve para mais nada. É suja e tem mau cheiro. Impossível tratar”, ressalta Lúcia de Fátima, que trabalha no escritório local da Caern.
frase seca rn (Foto: G1 RN)

Ficha - especial seca - Currais Novos (RN) (Foto: G1)
Mesmo assim, ainda é possível encontrar pescadores que insistem em tirar do reservatório o sustento de casa. Lado a lado com urubus, Francisco de Assis pesca enquanto ainda dá. “E eu vou fazer o quê? Ainda tem peixe aqui. São pequenos e poucos, mas é o que tem para comer. Quando o açude secar e os peixes morrerem, eu vejo outra coisa para fazer”, afirma.

José Eudes é chefe do escritório da Caern em Currais Novos. Com a suspensão da retirada da água do Dourado, o abastecimento ficou totalmente dependente do açude Gargalheiras, em Acari. E para que a água chegue a todos, a companhia dividiu a zona urbana de Currais Novos. Há 10 dias eram cinco áreas. Agora, são sete. "Durante 24 horas, os equipamentos de tratamento bombeiam a água retirada do Gargalheiras para uma das regiões, enquanto as demais aguardam pela vez. No dia seguinte, segue o rodízio", explica.

Uma das soluções apontadas pelo gerente seria fazer um engate rápido na tubulação da adutora Armando Ribeiro Gonçalves, em Jucurutu. “De lá até Currais Novos, são 75 quilômetros. O serviço é necessário para resolver a dependência que o município tem do açude Gargalheiras, em Acari, e do próprio açude Dourado. Estamos tentando essa obra junto com o Dnocs, mas a previsão é de começar o serviço somente em janeiro, com conclusão de seis meses. Até lá, para que Currais Novos não entre em colapso se não chover, a medida seria a escavação de cacimbões [poços] no próprio Gargalheiras”, acrescenta.
O prefeito Vilton Cunha lembra que em 2004 a população de Currais Novos também viveu uma crise, mas não como agora. "O momento é difícil, mas tenho certeza que vamos superar. Temos carros-pipa abastecendo a zona rural e estamos tentando escavar os cacimbões no Gargalheiras. Enquanto isso, pedimos a contribuição da população para que não desperdice água. E também pedimos a Deus que traga um inverno mais rigoroso”, afirma.
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Maria das Graças busca água todos os dias no chafariz improvisado pela prefeitura (Foto: Anderson Barbosa/G1)Maria das Graças busca água todos os dias no chafariz improvisado pela prefeitura (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Para quem não recebe água encanada, a água consumida e usada para os afazeres domésticos vem das cisternas. Para encher os reservatórios só existem duas maneiras. “Sem chuva não temos como juntar água pelas calhas. Então a gente espera pelos carros-pipa ou compra”, conta a agricultora Maria das Graças, de 61 anos. Ela mora no Povoado Cruz, na zona rural de Currais Novos. “Todos os meses o carro-pipa vem encher a cisterna, mas não tem dia certo. Como não tenho dinheiro, todo dia venho aqui no ginásio para pegar água."
A prefeitura improvisou um chafariz público para fornecer água à comunidade. Assim como Maria das Graças, crianças e jovens também usam o chafariz. “A gente pega para vender. Nem todo mundo vem aqui. Então a gente pega, enche os galões e vende cada um a R$ 0,50, diz Marcelo, de 16 anos. Ao lado dos irmãos, ele carrega o carrinho umas três ou quatro vezes por dia. “O dinheiro é para minha mãe comprar comida para gente."
Fonte:http://g1.globo.com
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Condutor é preso a bordo de moto adulterada, no Seridó


Condutor é preso a bordo de moto adulterada, no Seridó
 A guarnição da Radiopatrulha pertencente ao 4° Pelotão do 9° Batalhão de Polícia Militar, composta pelos policiais Freire e Viana, prenderam – em flagrante

delito – nas primeiras horas da tarde desta quinta-feira, 30, o jovem Wagner Paciência dos Santos, 19 anos, natural do município de Juazeirinho-PB.


O mesmo foi detido pelos militares após ter sido flagrado pilotando a motocicleta Honda Bros, cor azul, de placa NPV 2383. Ao consultarem o respectivo

documento do veículo junto ao Sistema Infoseg, foi constatado que a placa do veículo não condizia com as reais características do mesmo (placa fria).


Diante da situação e seguindo orientações do Comando do 9o BPM o acusado foi conduzido – em companhia do veículo adulterado – à presença da

autoridade policial competente no município de Barra de Sta. Rosa.


Redação com informações do 9° BPM
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Incra universaliza assistência técnica em assentamentos paraibanos

Foto: divulgação
O Incra universalizou a oferta de Assessoria Técnica Social e Ambiental (ATES) aos assentamentos da reforma agrária na Paraíba. A autarquia assinou termos aditivos com duas das seis entidades prestadoras de assistência técnica contratadas em fevereiro para estender seus serviços a mais 15 assentamentos, beneficiando outras 933 famílias. O investimento é de R$ 2.136.697,44 e os aditivos garantem assistência técnica aos novos assentamentos atendidos até 30 de março de 2016.
O termo aditivo à Chamada Pública Incra/PB Nº 01/2014 foi assinado pelo superintendente Cleofas Caju e pelos representantes da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de apoio às Organizações de Autopromoção (Coonap), na manhã desta quarta-feira (1º), na Câmara Municipal de Coxixola, localizado na microrregião do Cariri Ocidental do Estado, a cerca de 250 quilômetros da capital João Pessoa. O investimento é de R$ 403.459,47.
A solenidade de assinatura dos termos aditivos à Chamada Pública com a Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos da Reforma Agrária da Paraíba (Cooptera) foi realizada no dia 18, no campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Monteiro, também no Cariri, a cerca de 320 quilômetros de João Pessoa. O investimento é de R$ 810.872,70 para os serviços a serem prestados no lote Médio Sertão e R$ 922.365,27 no lote do Curimataú, totalizando R$ 1.733.237,97.
Com os aditivos, 251 assentamentos da reforma agrária na Paraíba, onde estão assentadas cerca de 12 mil famílias de agricultores, serão assistidos de forma continuada por equipes técnicas multidisciplinares. Apenas os assentamentos que já são consolidados, ou seja, aqueles onde mais da metade das famílias assentadas já possuem título definitivo de propriedade, não são beneficiados com ATES contratada pelo Incra. Na Paraíba, existem atualmente 303 assentamentos da reforma agrária onde vivem cerca de 14,4 mil famílias.
Segundo o coordenador do programa de assistência técnica do Incra/PB, José Vandilson do Nascimento Silva, os contratos envolvem, além da assistência técnica agropecuária, uma série de ações de apoio ao desenvolvimento das famílias beneficiárias, notadamente no que diz respeito à capacitação e à qualificação dos assentados. "As famílias assentadas também recebem orientação no acesso ao crédito, na renegociação e remissão de dívidas, e no acesso às diversas políticas públicas e mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Brasil Sem Miséria, o Terra Sol e o Cooperar (programa do Governo do Estado que viabiliza projetos nas áreas de infraestrutura, inclusão produtiva e sociais)”, disse Vandilson.
Assentamentos a serem atendidos
A Coonap, entidade contratada pelo Incra para prestar ATES no Lote da Borborema - que compreende 28 assentamentos, onde vivem 1.092 famílias, em 16 municípios -, agora será responsável pela assistência técnica de outros quatro assentamentos, onde vivem 115 famílias: Asa Branca (34 famílias), no município de Pinheiros (19) e Boa Vista I (31), em Coxixola; e Serra do Monte (31), em Cabaceiras.
A Cooptera, que já prestava ATES a 80 assentamentos, com 3.215 famílias assentadas, agora passa a atender mais sete assentamentos no Lote do Médio Sertão, onde vivem 368 famílias, e mais quatro assentamentos no Lote do Curimataú, onde estão assentadas 450 famílias, passando a atender, assim, outras 818 famílias beneficiadas em 11 assentamentos. Com o aditivo, a entidade passa a atender 4.033 famílias assentadas em 91 assentamentos da reforma agrária na Paraíba.
No Lote do Médio Sertão, os assentamentos que passam a ser atendidos pela Cooptera são: Novo mundo (87 famílias), Eldorado dos Carajás (16) e Nossa Senhora da Conceição (15), no município de Camalaú; Dos Dez (80), em Monteiro; Mandacaru, em Sumé (118); Boa Sorte, em São Sebastião do Umbuzeiro (20); e José Jordivan da Costa Lucena, em Salgadinho (32).
No Lote do Curimataú, a Cooptera passa a prestar assistência técnica aos assentamentos da reforma agrária Serrote Agudo (86 famílias) e Renascer (57), no município de Prata; Santa Catarina (263), em Monteiro; e Antônio Avelino de Sousa (44), em Soledade.
Contratos de ATES
Em janeiro de 2014, foi assinado um termo aditivo para renovação dos contratos de ATER de 2013, no valor de R$ 7,9 milhões, para atender outros 107 assentamentos paraibanos, onde vivem 5.779 famílias, localizados na Zona da Mata Sul, na Zona da Mata Norte, no Brejo e no Alto Sertão. A prestação do serviço envolve cerca de 100 profissionais de diversas áreas de conhecimento, a exemplo de Ciências Sociais, Econômicas, Ambientais e Agrárias. Os contratos com o aditamento passarão a ter vigência de mais um ano, no período de 1º de fevereiro de 2014 a 31 de janeiro de 2015.
Em fevereiro último, três entidades foram selecionadas pelo Incra/PB para executar serviços de ATES em 129 assentamentos da reforma agrária no Estado. Foram beneficiadas 5.353 famílias assentadas em quatro lotes: Vale do Paraíba, Borborema, Curimataú e Médio Sertão. O investimento foi de aproximadamente R$ 14,7 milhões e a prestação do serviço envolve cerca de 110 profissionais de diversas áreas de conhecimento, a exemplo de Ciências Agrárias, Ambientais, Sociais e Econômicas, além de técnicos de campo. O resultado da Chamada Pública Incra-SR 18 Nº 01/2014 pode ser acessado no Portal do Incra (www.incra.gov.br).
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Na cidade do Remigio PB,aposentado apela a água imprópria quando o dinheiro acaba.


Sem abastecimento, aposentado tem que carregar água de açude para casa (Foto: Taiguara Rangel/G1)Sem abastecimento, aposentado tem que carregar água de açude para casa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
"A gente vive na promessa de chegar água amanhã. E esse amanhã nunca chega", diz o aposentado Renato Avelino de Souza, de 67 anos, um dos 18 mil moradores de Remígio, cidade no Agreste paraibano que enfrenta a falta de abastecimento. Quando a água e o dinheiro acabam, a saída é utilizar água imprópria para consumo de um pequeno açude particular próximo à sua casa, onde também desagua uma rede de esgoto da cidade.
"A água é ruim, mas a gente não tem dinheiro para comprar outra. Quando tiro da aposentadoria, compro um tonel de 500 litros por R$ 50 e só dura uma semana para quatro pessoas lá em casa", explica ele. O custeio do consumo de água afeta em média R$ 200 mensais dos R$ 724 que ele recebe de aposentadoria. Quando a água acaba e os R$ 200 já foram gastos, ele apela para o açude. O aposentado afirma que até o momento ninguém de sua família ficou doente por consumir essa água.
Ele é um dos 167 mil paraibanos de 15 municípios que estão com o abastecimento de água em colapso, de acordo com a Defesa Civil. O estado ainda tem 13 municípios com sistemas em alerta, cujos açudes estão com menos de 20% da capacidade, e 29 em racionamento, com abastecimento funcionando abaixo da totalidade, dentro de um cronograma preestabelecido de abertura e fechamento de comportas.
paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
No distrito de Barra de São Miguel, em Esperança, município com 32 mil habitantes também no Agreste e que também convive com o racionamento de água, uma família de seis pessoas subsiste da agricultura familiar. Segundo a dona de casa Patrícia Targino, em média a cada duas semanas é comprado um "pipa" para o abastecimento da cisterna. O carro de mil litros custa de R$ 150 a R$ 200 na cidade.
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Ficha - especial seca - Remígio (PB) (Foto: G1)
Como o aposentado de Remígio, o agricultor José Fernandes Targino, de 64 anos, explica que a água, seja de boa ou má qualidade, precisa ser suficiente para uso doméstico, para beber e para os animais – pouco mais de 10 vacas e bois, algumas galinhas e um cachorro.
"Dependendo do açude onde eles buscam a água, pode vir meio barrenta, mas é o jeito comprar pelo preço que oferecer, porque não tem ninguém ajudando a gente. Essa água é para tudo, toda a família e os bichos. Graças a Deus não aconteceu nada ainda, mas, se alguém adoecer por causa da água, a gente nem sabe o que fazer, porque precisa ir até Campina Grande receber atendimento", contou o agricultor.
O açude de Vaca Brava, que abastece ambas as cidades de Esperança e Remígio, está com apenas 8% do seu volume máximo. Por isso, segundo informou a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), as duas cidades passam por racionamento. Em Remígio, segundo a Cagepa, o abastecimento ocorre somente três dias por semana, e em Esperança, em quatro dias. Entretanto, a Defesa Civil do estado informou que ambas as cidades estão desabastecidas e apenas os carros-pipa atendem a população. Os moradores de Esperança são atendidos por quatro carros-pipa do Exército Brasileiro, enquanto os habitantes de Remígio contam com seis pipeiros.
Animais mortos vítimas da seca no sertão paraibano, na rodovia BR 230 (Foto: Diogo Almeida/G1)Animais mortos vítimas da seca no sertão paraibano, na rodovia BR 230 (Foto: Diogo Almeida/G1)
A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba informou que desde 2012 todo o semiárido paraibano – Cariri, Curimataú e Sertão – além de parte do Agreste, sofre com a estiagem. Com chuvas irregulares este ano, apesar de próximo da média histórica registrada pelo órgão, não houve recarga suficiente dos açudes, e 28 dos 123 mananciais continuam em situação crítica (com menos de 5% da capacidade).
O ano de 2014 registrou leve melhora no índice de chuvas na região. "Em 2012 e 2013 foram chuvas abaixo da média histórica. Em 2014, a previsão em boa parte do estado é ficar bem próximo da média, mas a situação é tão deficitária que não chegou a recuperar [a recarga dos açudes]. Principalmente no Semiárido, apenas a região da Mata manteve a média. As chuvas irregulares são o principal problema", explica a meteorologista da Aesa, Carmen Becker.
Carros-pipa
O Governo da Paraíba suspendeu o programa com carros-pipa. Segundo o gerente executivo da Defesa Civil estadual, coronel Cícero Hermínio, o governo federal não mandou mais recursos, impedido contratações. "Em alguns municípios temos chuvas acima da média, mas, por incrível que pareça, não juntou água [nos açudes]. Os recursos hídricos de superfície estão muito aquém. Vai haver reunião dos governos do Nordeste para mostrar a situação atual e apresentar propostas estruturais. O Ministério da Integração ainda vai convocar [a reunião]. Vamos mostrar o quadro da Paraíba e levar nossas propostas", explicou o gerente.
No Nordeste, apenas os governos da Paraíba e do Piauí não contratam carros-pipa atualmente.
O Exército informou que usa 1.023 carros em 156 municípios paraibanos, dentro da Operação Carro-Pipa do governo federal. A Paraíba é o segundo estado mais atendido pelo programa no Nordeste, atrás apenas da Bahia (157 cidades).
O Ministério da Integração Nacional informou, por meio da assessoria de comunicação, que a operação "segue em pleno andamento na Paraíba e nos demais estados do semiárido", atendendo mais de 410 mil pessoas.
"Ressalta-se que a operação federal pode ser ampliada na Paraíba e nos demais estados do semiárido. Para isso, os municípios ainda não contemplados podem solicitar, em qualquer tempo, a sua inclusão à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional. Todos os pedidos são encaminhados para o Exército Brasileiro, responsável por avaliar as necessidades e cadastrar os municípios", conclui a nota.
Não houve comentário específico sobre a falta de repasses federais alegada pela Defesa Civil do estado.
Distribução 
A Prefeitura de Remígio informou que implantou um calendário de abastecimento d'água semanal na cidade. A distribuição é feita por meio de seis carros-pipa, e a quantidade de água para cada residência é discutida entre as lideranças comunitárias e moradores no momento da distribuição. O problema na zona rural ocorre desde janeiro de 2013 e na zona urbana começou em julho deste ano.
Segundo Antônio Júnior, o abastecimento na cidade está comprometido por causa do esvaziamento do reservatório de Vaca Brava. A barragem de Camará, em Alagoa Grande, atualmente em reconstrução, é apontada pela prefeitura como uma outra ação que deve melhorar o abastecimento d'água na cidade. O secretário de Comunicação e Eventos de Remígio, Antônio Júnior, explicou que, para atenuar o problema, a prefeitura tem investido na perfuração de dez poços na área urbana em parceria com o governo do Estado, e para a zona rural o poder público já construiu, desde 2013, cerca de 200 pequenos açudes e barreiros para captar as águas da chuva.
Ficha - especial seca - Esperança (PB) (Foto: G1)
Já em Esperança, o secretário municipal de Agricultura, José Adeilton, afirmou que há mais de três meses a prefeitura da cidade vem custeando cinco carros-pipa por semana para garantir água à população, estimada em 30 mil habitantes. Na área urbana, os três chafarizes são abastecidos com a água dos carros-pipa, e na zona rural as cisternas são reabastecidas pela prefeitura. A ajuda vinda do Exército, segundo ele, foi reduzida de cinco para três carros-pipa devido ao racionamento na barragem de Boqueirão.
A Prefeitura de Esperança adquiriu máquinário para a limpeza dos 12 barreiros que podem receber água das chuvas no futuro. Dependente do reservatório de Vaca Braca, a cidade de Esperança também deve ser beneficiada com a inauguração da barragem de Camará, localizada em Alagoa Grande.
Prejuízo para a agricultura
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Paraíba (FAEPA-PB), Mário Borba, não há estimativa do prejuízo causado pela seca. Ele ressaltou que "a safra de grãos já é insignificante e se tornou ainda pior nos últimos anos". "Em termos de valores não tenho números, mas já estamos trabalhando no vermelho desde 2012 porque a produção de grãos da Paraíba é apenas familiar e de subsistência", diz.
São 15 municípios com abastecimento de água em colapso, 13 estão em alerta, com sistemas de abastecimento a menos de 20% da capacidade e ainda há 19 cidades também enfrentando racionamento.

Fonte: http://g1.globo.com
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Bandidos explodem caixas eletrônicos em Campo Redondo RN e fogem pem direção a cidade de Picui PB.

Bandidos explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias em Campo Redondo, no Agreste Potiguar, durante a madrugada desta quinta-feira (30), por volta das 3h. De acordo com a Polícia Militar, para evitar qualquer reação policial, os criminosos bloquearam a estrada de acesso ao município, utilizando um carro, e jogaram grampos de metal na pista. Além disso, um dos suspeitos ficou de prontidão, armado com um fuzil, nas proximidades da delegacia. O valor roubado não foi divulgado. 
Divulgação
Bandidos explodiram caixas eletrônicos em Campo Redondo, no Agreste PotiguarBandidos explodiram caixas eletrônicos em Campo Redondo, no Agreste Potiguar


Segundo a PM, eles foram avisados por um vigia de rua, que observou a movimentação da quadrilha e ligou para o soldado do posto policial. Os criminosos renderam um motorista de uma van que transporta pacientes para hospitais em outras cidades e roubaram o veículo. O condutor e três passageiros foram deixados no meio da pista e o carro serviu para bloquear a estrada.


Nos bancos (Bradesco e Banco do Brasil), que ficam localizados na mesma rua, os bandidos destruíram os caixas eletrônicos e roubaram o dinheiro. Após a ação, empreenderam fuga em direção à cidade de Picuí, na Paraíba. O carro utilizado pelos criminosos para fugir foi incendiado e abandonado.

A Polícia Militar realizou diligências pela região, mas, nenhum dos suspeitos foi localizado. 

Fonte:http://tribunadonorte.com.br
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Manutenção em adutoras deixa cidades do Seridó da PB sem água nesta quinta dia 30/10/2014

Interrupção no abastecimento ocorre entre 7h e 22h, a depender da cidade.Entre localidades que ficam sem água estão 22 bairros de Campina Grande.

O serviço de abastecimento de água vai ser interrompido nesta quinta-feira (30) em vinte de dois bairros de Campina Grande e nos municípios de Pedras de Fogo, Olivedos, Cubati, Seridó, São Vicente do Seridó, Pedra Lavrada, Sossego, Alagoa Nova, Lagoa de Roça, Matinhas e Lagoa Seca. O motivo da interrupção, de acordo com a asssessoria de imprensa da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), é a manutenção corretiva na adutora do Cariri, na Estação de Tratamento de Pedras de Fogo e na adutora de água bruta em Boqueirão
De acordo com a Cagepa, em Campina Grande,  a suspensão no abastecimento ocorre das 8h às 17h nos bairros do Bodocongó I, II e III, Rocha Cavalcante, Cinza, Verdejante, Lucas I, II e III, Estreito, Aragão, Catolé de Boa Vista, Vila Cabral de Santa Terezinha, Santa Terezinha, Sítio Jorge, Caridade, Mirante, Alto Branco, Nova Brasília, distritos de Galante, Chã do Marinho, São José da Mata e zona rural. No mesmo horário também não haverá abastecimento nas cidades de Alagoa Nova, Lagoa de Roça, Matinhas e Lagoa Seca.
Já nas cidades de Olivedos, Cubati, Seridó, São Vicente do Seridó, Pedra Lavrada e Sossego, o fornecimento será interrompido das 7h às 16h. Por fim, em Pedras de Fogo, faltará água das 8h às 22h desta quinta.
Mais informações podem ser obtidas gratuitamente pelo telefone 115.
Fonte: http://g1.globo.com
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Nós, Povos do Semiárido, Queremos Dilma 13

Em manifesto distribuído ao ongo da caminhada do ato público em Juazeiro e Petrolina, a ASA e os movimentos sociais reafirmam os motivos do apoio à Dilma e indicam várias pautas para avançar na próxima gestão.
Movimentos sociais se uniram em apoio à candidata em Petrolina (Foto: Érika Daiane)
Nós, povos do Semiárido, nos reunimos para dizer ao Brasil – em especial àqueles que preconceituosamente afirmam que o voto dos nordestinos/as é o voto dos desinformados/as – que somos brasileiros/as e não nos consideramos superiores e nem inferiores ao povo de nenhuma outra região. Somos brasileiros/as e, como tais, temos o direito de votar em quem quisermos e sermos respeitados/as por isso, assim como respeitamos o direito de escolha dos companheiros/as do sul, do centro ou de qualquer outra região do País.
Queremos dizer também que se vivemos em uma situação diferenciada e de mais pobreza, isso se deu em virtude das políticas eleitoreiras e de combate à seca, de concentração e de exclusão que foram dirigidas ao Semiárido e ao Nordeste, e não por conta da nossa natureza e/ou falta de inteligência e de capacidade.  Esta situação de exclusão e miséria só começou a ser sanada com políticas adequadas à nossa realidade e que trazem sustentabilidade e desenvolvimento para todos/as e não apenas para alguns.
Nos últimos 12 anos nossa situação mudou significativamente para melhor e queremos que esta mudança continue, se aprofunde e cresça, nos tirando efetivamente da exclusão.  Neste contexto, nosso voto é inteligente e expressa o País em que acreditamos.
Queremos um País que cresça por igual e não apenas em algumas regiões.
Queremos justiça.
Queremos partilha dos bens e oportunidades para todos e todas.
Este não é o voto dos grotões. É um voto claro, aberto, explícito e cidadão.
Votamos em Dilma, sim!
Votamos na política que avaliamos como importante para o País, para o Semiárido e para o Nordeste.
Durante séculos vivemos às margens da educação básica, do acesso à terra, à água e aos territórios, da assistência técnica, do crédito, da moradia, da eletrificação, do saneamento, da universidade, do Seguro Safra, de beneficiar e comercializar nossos produtos. No Semiárido, só quem tinha direito a essas coisas era uma pequena minoria de privilegiados/as que nos exploravam e que enriqueciam mais e mais a cada estiagem.
Hoje, isso mudou. Verdade que não mudou totalmente, mas mudou de modo considerável, melhorando sensivelmente a nossa vida.
Hoje são 100 mil famílias que vivem no Semiárido produzindo alimentos de qualidade e saudáveis. O crédito para agricultura familiar passou de R$ 3 bi (há pouco mais de 10 anos) para R$ 23 bi atuais. Beneficiamos e vendemos nossos produtos. Nossos filhos – mesmo nas comunidades rurais mais afastadas – têm mais acesso à educação e estão nas universidades e escolas técnicas. Temos também mais assistência técnica para a produção e assistência médico-hospitalar.
Atravessamos, nos últimos três anos, uma estiagem cruel e dura, em que não morreu nenhum filho ou filha do Semiárido em decorrência disso. Tampouco precisamos trocar votos por água,  enquanto em outras estiagens  milhares de pessoas pereceram de fome.

Nosso voto quer dizer ao Brasil que conquistamos muitos direitos, mas que queremos manter e aprofundar todas essas conquistas e ir além, pois ainda nos resta muito a conquistar. Nosso voto também significa que não queremos a volta de um Brasil onde desemprego, fome e miséria são naturalizados.
Para o Semiárido Mudar Mais queremos Dilma, sim.
Queremos uma reforma agrária adequada ao Semiárido. Para incluir milhares de famílias ainda excluídas devemos garantir a elas o acesso a terra, com crédito, assistência técnica, acompanhamento sistemático e garantia de comercialização de seus produtos.
Queremos a delimitação e garantia dos territórios dos povos indígenas e das populações tradicionais. Sem seus territórios, esses povos permanecem à margem dos processos de desenvolvimento.
Queremos que todas as famílias que tiveram acesso à água para consumo humano tenham tambémágua para produzir alimentos, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional das mulheres e homens da região.
Queremos que sejam tomadas medidas urgentes para que o Brasil deixe de ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos, garantindo mais saúde para todas as regiões do País.
Queremos superar as desigualdades entre mulheres e homens, deixando para trás as situações de violência que se impõem sobre as mulheres, que no Semiárido têm como pano de fundo a divisão sexual do trabalho.
Queremos a democratização dos meios de comunicação para que possamos ter instrumentos de reafirmação da identidade e de fortalecimento das lutas pelos nossos direitos.
#PeloSemiáridoDilma13

Assinam:
Articulação Semiárido Brasileiro
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
Federações dos Trabalhadores na Agricultura
Levante Popular da Juventude
Movimento dos Atingidos por Barragens
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
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